Dirigentes analisam extinção das organizadas

Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz

Constantino Júnior, presidente do Santa CruzFoto: Anderson Stevens/Arquivo Folha

Após a decisão da Justiça de extinguir as organizadas Torcida Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, a Folha de Pernambuco ouviu os presidentes dos clubes da Capital. O mandatário alvirrubro, Edno Melo, comemorou a decisão, enquanto Constantino Júnior, ocupante do cargo máximo do Executivo do Santa Cruz, adotou um discurso mais cauteloso sobre o assunto.

“Graças a Deus os órgãos públicos estão olhando para isso com seriedade. Só quem vai ganhar é a sociedade e as famílias. Essas pessoas se escondiam por trás de uma camisa de organizada e não eram torcedores de verdade. O que tem prejudicado a melhor média de público nos estádios é a violência. Essa decisão pode aproximar as pessoas que antes não iam aos jogos por medo”, afirmou Edno.

“Deve-se encontrar um caminho para diminuir a violência. Se vai diminuir, a gente vai ver com o tempo. Que o futebol tenha mais famílias em campo, que a sensação de segurança volte, porque, consequentemente, o torcedor voltará em maior número. Vamos aguardar as ações na prática. Já aconteceu de extinguir e a violência continuar”, frisou Constantino.

O mandatário coral também citou algumas ações que podem ser tomadas em conjunto. “Podemos adotar medidas mais como o cadastramento biométrico, com reconhecimento facial e sistema de monitoramento. Mas essa questão não se resume ao estádio, a maior parte da violência acontece no entorno dele”, completou o mandatário coral.

O presidente do Sport, Milton Bivar, não atendeu às ligações da reportagem.

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