Bolsonaro lembrou no Recife que durante o regime militar os alunos eram obrigados a cantar diariamente o Hino Nacional

O deputado Jair Bolsonaro visitou ontem a capital pernambucana como pré-candidato do PP à Presidência da República. Ele pretende representar na campanha eleitoral um segmento do eleitorado que não sente propriamente saudade do regime militar, “mas sim dos valores que se cultivavam naquela época”. Lembrou que durante o governo dos generais existia no país um forte sentimento de brasilidade. Ensinava-se nas escolas públicas Educação Moral e Cívica e Estudo dos Problemas Brasileiros, os alunos cantavam o Hino Nacional todos os dias e ficavam de pé quando o professor chegava para dar aula. Hoje, segundo o deputado, que é capitão reformado do Exército, o professor tem que fazer mágica para não apanhar dos alunos na sala de aula. São essas, entre outras, as bandeiras que ele pretende empunhar. Trata-se de um porta-voz informal dos saudosistas de 64, mas é preferível tê-lo nas ruas do que conspirando nos quartéis.
Os dois lados da legitimidade
Jair Bolsonaro disse à Rádio Folha que não aceita que se chame de “ditadores” os generais que governaram o Brasil entre 1964 e 1985: Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. Todos, disse ele, foram eleitos pelo colégio eleitoral que era formado por deputados federais, senadores e seis representantes das Assembleias Legislativas. “Se a eleição deles foi ilegítima”, afirma, “a de Tancredo Neves também foi”.


























