Eleição suplementar em Belo Jardim

Se o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (UB), vier a ser cassado, conforme processo aberto pelo MP estadual, haverá uma eleição suplementar ainda este ano, conforme uma fonte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Segundo essa mesma fonte, as chances de ele perder o mandato são enormes. O Ministério Público apresenta uma farta documentação que comprovam que o prefeito, na campanha da reeleição, usou a máquina de forma escancarada, configurando abuso de poder econômico.
Ação protocolada – O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou, na última quarta-feira (23), as alegações finais na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura supostas irregularidades praticadas pelo prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (UB) e seu vice, José Lopes Silveira, ambos candidatos à reeleição nas eleições municipais de 2024. A Promotoria pede a cassação da chapa por abuso de poder político e econômico, com base em um conjunto robusto de provas que indicam uso indevido da estrutura da administração pública em favor da campanha dos representados.
O processo é cabeludo – Segundo o MPE comprovou em Belo Jardim, veículos oficiais e o gabinete da Prefeitura foram utilizados para atividades eleitorais. Servidores comissionados e contratados também teriam sido desviados de suas funções para atuar em ações de campanha durante o expediente, em clara violação às normas eleitorais. O Ministério Público também denuncia o uso das redes sociais institucionais da Prefeitura para promover pessoalmente os candidatos, com recursos públicos. Dentre as provas apresentadas constam portarias de nomeações, requerimentos de férias, contratos de veículos, vídeos de atos políticos, comprovantes de despesas da Prefeitura e depoimentos colhidos em juízo.


























