Entre a tirania e a xenofobia

Por Luciano Caldas Bivar para a Folha de Pernambuco

O mundo volta a discutir em que grau a ética deve ditar a política ou o código jurídico. Diferente  de Nicolau Maquiavel na idade média , sobre as questões morais, hoje existem outras considerações, posto que a ética política utilitarista, que rompe com a moral cristã onde a astúcia e a força bélica deva sobrepor a ordem mundial.

Quem deveria estabelecer a lei e como ela deveria ser imposta, já que a criação das Nações Unidas no pós guerra em 1945 não tem sido o bastante para trabalhar pela paz, segurança e  desenvolvimento mundial.
Questões são refletidas hoje diante a invasão americana em outro país.

O que dá legitimidade a um governo?
Qual um formato que um governo deve assumir?
Quais são as obrigações de um governo perante seus cidadãos e quais os deveres de seus  cidadãos?

A tirania da ditadura venezuelana certamente deveria e deve ser combatida pela comunidade internacional, mas 0 sentimento xenofóbico dos atuais mandatários americanos é deplorável. Nos assusta e nos estarrece diante de pronunciamentos prepotentes e bajuladores ao presidente de seus mais próximos secretários.

Entendo ainda , como democrata que sou, que 0 poder das urnas ainda é a força maior, porque tem como alicerce a moral coletiva. Orgulho- me do meu país , onde tratamos tais assuntos dentro do estado democrático de direito – um ex presidente é processado, julgado e preso pelos crimes que cometeu.

Os tirânicos são tirados a força, humilhado e execrado pela maioria do seu povo.

Se Maquiavel estivesse vivo hoje, arriscaria a dizer, que seu código de ética está mais presente do que outrora.

A caneta nas mãos dos imorais são mais perigosas do que armamentos. Vivemos hoje num país onde algumas regras precisam ser alteradas ou mudadas. O Parlamento brasileiro sequestrou 50% do orçamento publico e faz de alguns partidos em mãos de imorais, armas letais contra a pobreza e a fome , bem como, a subserviência de seus filiados. Nao existe no Congresso Nacional um trabalho decente e coletivo em benefício a obras de infraestrutura, que a médio ou longo prazo possa reduzir as desigualdades sociais construindo cidades prósperas e sustentáveis.

Por outro lado, a ação isolada do governo americano , nos faz refletir sim, também, sobre as nossas mazelas. A tentativa de consumação de um golpe, poderia perfeitamente seguir os  caminhos que a Venezuela percorreu. Heróis anónimos ou não , souberam se impor e se distanciaram das seduções de um governo que foi capturado por desvios éticos e morais por laços de famflia e perdeu a força e 0 norte de suas propostas de campanha. Enganou a tudo e a todos, até o Partido que o abrigou.

A Rússia expansionista, sob o pretexto de um revisionismo histórico invade países, acoberta os mais tirânicos governos do nosso planeta.

As regras e a formatação do Conselho de Segurança das Nações Unidas , precisam ser revistas. Votos qualificados são aceitáveis, mas 0 poder do veto jamais,

Fica a pergunta: é certo um país isoladamente depor um governo estrangeiro corrupto e tirânico?

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