“Escravidão” de R$ 91 mil

A fala da desembargadora Eva do Amaral Coelho, que comparou a situação de magistrados a um “regime de escravidão” após mudanças em penduricalhos salariais, provocou reação e ironia nos bastidores. Em sessão do Tribunal de Justiça do Pará, ela criticou o novo patamar remuneratório e alegou que colegas estão abrindo mão de consultas médicas e remédios. A declaração ganhou ainda mais repercussão diante dos vencimentos da magistrada, que chegaram a R$ 91 mil líquidos em um único mês. O contraste com a realidade de um terço dos brasileiros (cerca de 68 milhões que vivem com salário-mínimo de R$ 1.621) é inevitável: a remuneração da desembargadora chega a ser quase 50 vezes maior.

























