Familiares de Vorcaro sofrem outra derrota na Justiça

Por Rebeca Santos
Além da derrota no Supremo Tribunal Federal (STF), Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, teve mais um revés na semana passada. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um novo recurso dele para desbloquear bens em um processo movido pelo liquidante do Banco Master.
Em março, a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo determinou o registro de protesto em 29 participações societárias, 16 imóveis (localizados em Belo Horizonte, Ouro Preto e Nova Lima) e veículos registrados em nome de Henrique Vorcaro e de sua filha, Natália Vorcaro, esposa do empresário Fabiano Zettel.
O liquidante do banco alega que esses bens foram comprados com dinheiro desviado da instituição. A decisão não impede a venda dos imóveis ou outros ativos, mas avisa possíveis compradores de que eles podem ser tomados no futuro para pagar as dívidas do banco.
Henrique e Natália Vorcaro recorreram pedindo efeito suspensivo para paralisar a decisão de março.Eles então apresentaram embargos de declaração, alegando que nunca foram acionistas do Master e que não fazem parte da liquidação extrajudicial.
A 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial rejeitou os embargos de declaração e manteve a negativa do efeito suspensivo. O relator, desembargador Paulo Roberto Grava Brazil, destacou que, para suspender a decisão, seria necessário comprovar o “perigo de dano”, o que não aconteceu.
Ele explicou que o protesto dos bens não impede o uso nem a propriedade dos ativos, servindo apenas para informar terceiros sobre a disputa.
“Em outras palavras, é preciso aguardar o julgamento de mérito do agravo, momento adequado para se discutir as teses que sustentam o recurso”, escreveu.
Em paralelo, o liquidante do Banco Master também processa Henrique e Natália na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo ele, uma empresa administrada por eles é dona de uma mansão comprada por US$ 32 milhões com recursos desviados do banco.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, manter a prisão de Henrique Vorcaro. O ministro relator André Mendonça justificou a necessidade de impedir a continuidade das atividades ilícitas e preservar as investigações, diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.
























