Não é de agora que alertávamos para uma situação que poderia acontecer em Petrolina: a falta de leitos de UTI. Falamos também que a cidade se tornou uma encruzilhada para o coronavírus. Petrolina se tornou a capital da contaminação no Vale do São Francisco, e hoje é a cidade do Sertão que está em situação mais grave em relação a taxa de ocupação de leitos de UTI – que varia entre 100% e 93% segundo dados fornecidos.
A cidade já começa a lidar com fila de mais de uma dezena de pacientes, e está com índice de ocupação de vagas de UTI na casa de 98%.
O hospital Universitário lida com o funcionamento em capacidade máxima, e o hospital de campanha ainda está aquém do que era esperado. As UTIs que foram locadas em hospitais particulares também estão com sobrepeso, e já não há vagas.
A falta de respiradores é um dos principais motivos da lentidão em ampliar a abertura de leitos pelo país, ao mesmo tempo que o número de casos graves de Covid-19 só aumenta. Como consequência, as mortes, não só por coronavírus como também as doenças de práxis hospitalares, têm saltado em ritmo galopante.
Enquanto o sistema de saúde se aproxima cada vez mais do colapso, os trabalhadores da saúde seguem na linha de frente da crise, muitas vezes sem nem ao menos terem direito a proteção individual, no país que tem mais mortos da área da saúde do que Itália e Espanha juntas.
Fonte: Blog A Língua



























