Filha de Arraes rejeita “neutralidade” do PSB

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Impedida pela Constituição, a ministra Ana Arraes não pode participar de eventos políticos e respeita religiosamente essa vedação. No entanto, como não renunciou à sua cidadania, ela aproveitou a celebração dos 10 anos de fundação do Instituto Miguel Arraes, seu pai, na manhã do último sábado, para mandar um recado curto e grosso aos vacilantes do PSB. Nesta casa, disse ela, foram tomadas inúmeras decisões políticas, sendo que seu pai nunca ficou neutro diante de nenhuma situação. Escolhia um lado para lutar e fazer valer suas posições políticas, fundamentalmente comprometidas como o nacional e o popular. Encontrando-se presentes seu filho Antonio, candidato do PSB a prefeito de Olinda, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio, presume-me o que ela quis dizer e quais foram os destinatários do seu recado.

Ana Arraes afirma que neutralidade na política não existe e que o PSB “ou une ou racha”.

Quem conhece Ana Arraes já suspeitava que mais cedo ou mais tarde ela daria uma resposta aos líderes do PSB que estão fazendo “corpo mole” na campanha do seu filho, Antonio, à prefeitura de Olinda. Como filha de Miguel Arraes e mãe de Eduardo Campos, ela sabe exatamente o que ambos fariam nessas eleições e por isso cobrou solidariedade ao partido nas “barbas” do presidente Carlos Siqueira.

Defesa – O silêncio do PSB ante o noticiário negativo envolvendo o nome de Eduardo Campos incomoda seu irmão, Antonio. Ele disse que fez a defesa do avô e do mano no episódio dos precatórios e ambos foram absolvidos no STF. E que fará a mesma coisa em relação a Eduardo na “Operação Turbulência”, custe o que custar.

Pra todos – A declaração de Ana Arraes de que a casa de seu pai “sempre teve lado” deverá fazer com que Paulo Câmara reconsidere sua posição nas eleições de Olinda, Jaboatão, Caruaru e Cabo.

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