Governistas tentam acalmar os ânimos entre Lula e Alcolumbre

Por Houldine Nascimento – Poder 360

Governistas tentam acalmar os ânimos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Aliados do petista na Casa Alta cogitaram um jantar entre os dois, mas a avaliação é de que uma conversa formal seria mais adequada.

Os líderes do governo no Congresso e no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), Otto Alencar (PSD-BA), têm conversado com Lula para que faça um gesto. Ainda não há qualquer sinalização a respeito.

A relação entre Lula e Alcolumbre segue estremecida. O petista vai viajar para a Europa no domingo (14) para tentar um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), no G7, na França.

Se não houver aproximação entre Lula e Alcolumbre antes da viagem, tudo fica para o final da outra semana. Enquanto isso, o Senado vai protelando e não deixa a PEC do fim da 6 X 1 andar.

CASO MESSIAS PESA

O presidente ainda não digeriu a rejeição no Senado ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Foi a 1ª negativa em 132 anos.

Lula continua indignado com o caso. Em 29 de maio, disse que voltará a indicar Messias em nova oportunidade.

ALCOLUMBRE DOBRA APOSTA

Governistas avaliam que Lula sempre tentou manter a interlocução com Alcolumbre. Há menção à promessa do presidente da República em destravar a exploração na Margem Equatorial como um gesto ao senador amapaense.

A decisão em colocar para votação pautas-bombas entra na percepção de que o presidente do Senado está escalando. É o caso do projeto que cria uma uma linha de crédito para aliviar as dívidas do agro, com impacto de R$ 140 bilhões, aprovado na quarta-feira (10).

Davi Alcolumbre ignorou o apelo do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo avalia levar o caso ao STF.

NOVO EDUARDO CUNHA

As atitudes de Davi Alcolumbre são equiparadas às de Eduardo Cunha enquanto presidente da Câmara durante o governo Dilma Rousseff (PT), com as pautas-bombas e a condução do processo de impeachment contra a petista.

O modus operandi do presidente do Senado é visto como “voraz”. Também há uma lembrança de quando o congressista –à frente da CCJ naquele momento– decidiu segurar a sabatina de André Mendonça ao STF.

Mendonça foi indicado pelo então presidente, Jair Bolsonaro (PL).

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