Durou exatamente uma semana a maior, mais artificial e mais desnecessária crise política do governo Jair Bolsonaro, que tem apenas 50 dias de existência. A crise se originou de uma matéria publicada pela “Folha de São Paulo”, no domingo, dia 10, segundo a qual o PSL, partido do presidente da República, havia financiado as campanhas políticas de duas “candidatas-laranja” em Pernambuco. Uma recebeu 400 mil e a outra 250 mil para bancar suas campanhas eleitorais.

Maria de Lourdes Paixão, que se candidatou a deputada federal, obteve apenas 287 votos e Erika Siqueira Santos, que se candidatou a deputada estadual, 1.315. Como ambas são assessoras do deputado federal e presidente nacional do partido, Luciano Bivar, é óbvio que coube ao parlamentar fazer a solicitação dos recursos, por dois motivos. Primeiro, porque o diretório de Pernambuco também tinha direito a recursos do fundo eleitoral. Segundo, porque os partidos têm que destinar, obrigatoriamente, 30% dos recursos do fundo para candidatas do sexo feminino. Bebiano foi acusado de favorecer “candidatos-laranja” no país inteiro como se tivesse obrigação de saber a composição das chapas do partido nos 27 estados da federação.
Resultado: foi humilhado publicamente pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que o chamou de “mentiroso”, e ontem finalmente exonerado por Bolsonaro após ficar cinco dias na “frigideira”. Bebiano se foi, deixando a imagem de um homem íntegro e de fácil diálogo com o Congresso Nacional, ao passo que a crise ficou no Palácio do Planalto: os filhos do presidente Eduardo, Flávio e Carlos, que nada fizeram até agora para ajudar o pai, e muito menos o país. São três “arranja-encrenca” que, se não forem rapidamente silenciados, ainda vão dar muito trabalho ao governo.
























