
O grupo, chamado “Panela Country”, foi fundado por dois adolescentes e chegou a contar com mais de 600 membros. Os integrantes, conhecidos como “paneleiros”, eram incitados a praticar atos violentos e degradantes. As informações foram divulgadas pelo UOL e pelo Fantástico.
Lessa foi denunciado por crimes como pedofilia, violência psicológica contra mulheres, cyberbullying, perseguição, incitação ao crime, divulgação de pornografia e invasão de dispositivos de uso policial. Ele também é acusado de liderar um ataque em massa contra uma jovem de 16 anos e sua família.
O aliciamento para o grupo ocorria por meio de desafios que resultavam em manipulação emocional e exploração sexual. Os jovens precisavam cumprir tarefas para ganhar respeito e notoriedade entre os membros, incluindo escrever o nome da “panela” na pele com objetos cortantes.
Algumas vítimas entraram em relacionamentos virtuais com os membros e, após trocas de nudes, foram chantageadas a cumprir as ordens dos “paneleiros”.
A polícia prendeu Lessa em novembro de 2024, e ele está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo na operação Nix. O ex-militar foi afastado do Exército e aguarda julgamento em uma cadeia pública. Outros três adolescentes também foram identificados e estão sendo investigados.

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