Juazeiro: Da cana para indústria, da plantação e destruição ambiental com muriçocas invadindo a cidade deixando população impaciente

 

Da Redação
A queima da cana que hoje em dia já não se usa mais em muitas regiões do país, ainda é praticada aqui na nossa região. O que vem a provocar grandes problemas para o meio ambiente e a comunidade de pequenas e longas distâncias através da fuligem colocada em suspensão e que é levada pelo vento provocando sujeira nas áreas urbanas. E principalmente, a questão dos gases que são produzidos pela queima de materiais, com o gás carbônico, que em excesso provoca a elevação da temperatura e consequentemente, o efeito estufa responsável pelas mudanças climáticas tão evidente nos últimos tempos.
Outro fato estarrecedor causado pela queima da cana, através da empresa Agrovale, é a infestação de muriçocas nesta época do ano a cidade de Juazeiro, atingindo inclusive o centro da cidade e bairros próximos deixando os moradores em situações desconfortáveis. Na imprensa as reclamações de moradores crescem nesta época, a exemplo dos últimos dias ser impossível a pessoa ficar na sala de suas casas, ou no trabalho com portas e janelas abertas, porque o ambiente fica infestado obrigando as pessoas se retirarem ou fechar as portas de seus estabelecimentos.
Em bairros como João Paulo II, Dom José Rodrigues, João XXIII, Castelo Branco, Alagadiço, Novo Encontro, Parque Centenário, Paulo VI, Flaviano Guimarães, São Geraldo, dentre outros, a situação é insuportável. Ainda assim, é grande a quantidade de pessoas que usam mosquiteiro e ventiladores para afastarem os mosquitos. Ainda assim, é grande a quantidade de pessoas que terminam tendo problemas de saúde respiratórias.
Com a situação crítica sobre a baixa do nível das águas na Barragem de Sobradinho, a Agrovale é a maior consumidora, que ainda assim pretende aumentar a área de plantio em detrimento a outros produtores que estão sofrendo com a falta de água nos projetos irrigados da região.
A devastação ambiental causado pela expansão da empresa causou sérios impactos na natureza, mas ela tenta se contrapor a essa imagem de destruidora do meio ambiente fazendo plantio de arvores nativas em determinadas épocas contando com o apoio de alguns veículos de comunicações. “Abraçar uma causa, praticando o contrário é caso de ironia”, classificou o ambientalista Antonio Alves. “Foram várias as lagoas que serviam de refugio para peixes, jacarés, pássaros, e outros, na época da cheia do São Francisco que foram aterradas e destruídas pela Agraovale para plantar cana. Isso sem incluir produtos tóxicos lançados em suas plantações onde a sobra da água terminava passando por roças alimentando animais e jogando direto dentro do rio. Tudo isso a luz das autoridades que não tomam providencias”, lamentou.
Nas câmaras de vereadores de Juazeiro e Petrolina o assunto já foi abordado, mas nada de providências foram tomadas, mesmo porque a empresa tem grande influência no meio político. Por sua vez, ninguém viu até o momento alguma ação do ministério público das duas cidades.
Com a palavra a direção da empresa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *