Justiça pernambucana condena assassinos do vereador de Custódia

 

No primeiro dia da I Semana Nacional do Tribunal do Júri, nessa segunda-feira (17), um julgamento se destacou: o dos ex-policiais militares Francivaldo dos Santos Lima, conhecido como Darinho da Torre; e José Carlos da Silva, o J. Carlos. Eles foram condenados pelo 2º Tribunal do Júri da Capital, em sessão presidida pelo juiz Jorge Luiz dos Santos Henriques, pelo duplo assassinato do então vereador do município de Custódia, Washington Nestor Amaral Góis, e de seu assessor Carlos Antonio Nunes da Silva, ocorrido no dia 12 de dezembro de 2002, em Boa Viagem.

Eles receberam penas de 38 e 32 anos de reclusão, respectivamente, a serem cumpridas em regime inicialmente fechado. O crime foi praticado a mando de Adson Amaral e os pistoleiros receberiam R$ 50 mil pela execução.

No ano de 2000, a vítima havia denunciado às Comissões Parlamentares de Inquérito do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa (CPI da Pistolagem) a existência de uma máfia na Polícia Civil de Pernambuco.

Segundo a denúncia, Washington Nestor e Adson Amaral, contando com apoio e proteção de delegados de polícia, políticos e empresários, estariam envolvidos em diversos crimes como homicídios, extorsão, roubo de carga, desmanche de veículos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

O promotor de Justiça Roberto Brayner, que atuou no júri popular, afirma que o resultado fez jus ao esforço da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social e ao trabalho dos promotores de Justiça Humberto Graça, João Maria Rodrigues e Clóvis Sodré da Mota, que acompanharam os primeiros e decisivos depoimentos que elucidaram o crime. “Foi um trabalho conjunto, que resultou em justiça. Sem esquecer a contribuição de outros membros do MPPE”, comentou Brayner.

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