Mais uma sessão na Câmara de Petrolina é marcada por fatos desagradáveis

Da Redação

Através do Requerimento nº 402/2017, o vereador Gabriel Menezes (PSL), solicitou ontem (21), durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Petrolina, documentos sobre um contrato de prestação de serviço no valor de cerca de R$ 40 milhões, que segundo o parlamentar, compete a prefeitura de Petrolina.

O valor milionário seria de um contrato de inexibilidade firmado com uma empresa de advocacia da cidade de Maceió (AL), de acordo com o vereador. “Como é que o prefeito Miguel Coelho contrata por quase R$ 40 milhões um escritório de advocacia em Maceió para o período de 1 ano. Aqui na cidade temos inúmeros profissionais qualificados que poderia está defendendo os interesses do município e infelizmente não é isso que vem acontecendo. A gente pede as informações ao Governo Municipal”, destacou.

Gabriel Menezes

Segundo o líder do governo, que pediu destaque do requerimento de Gabriel Menezes proporcionando o voto separado de solicitação, o contrato diz respeito a luta judicial por pagamento de diferenças do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O Município estaria movendo a ação contra o Governo Federal buscando pagamento desse recurso e os advogados só receberiam se ganhasse a causa em cima de uma porcentagem do valor recuperado.

Ruy Wanderley

Ruy Wanderley explicou que o ex-prefeito Júlio Lóssio (PMDB) fez esse mesmo contrato com outro escritório e que essa contratação foi cancelada sob recomendação do Tribunal de Contas da União. “O governo passado foi contratado uma empresa com a mesma finalidade. A Lei permitia. Como o tribunal fez essa recomendação, Miguel Coelho acatou e reincidiu esse contrato”, explicou.

Por sua vez, o vereador Ronaldo Cancão rebateu as colocações do vereador Gabriel Menezes e disparou que o colega está se formando a partir da ‘Escolinha do Professor Raimundo’. Ele também acusou o oposicionista de jogar para a platéia numa perseguição ao governo Miguel Coelho.

Com aspecto de sempre, vereador Cancão dispara contra o colega Gabriel Menezes

“Intolerável criar fatos que não existem. Parece que está recebendo informações da Escola do Professor Raimundo. Miguel não fez contrato com a empresa, quem fez foi Júlio Lóssio. O contrato era orientado pelo TCU. O prefeito rescindiu e está no Diário oficial, no portal da transparência. Não jogue palavras ao vento. Saia da futrica política e venha discutir tecnicamente. Vossa excelência mentiu para a sociedade petrolinense”, explicou.

Menezes rebateu avisando que os berros de Cancão não iam intimidá-lo. Segundo o parlamentar, o situacionista deveria relembrar sua postura na legislatura passada quando, segundo Menezes, perseguiu o prefeito anterior. “Nível tão baixo que freqüente Ronaldo Cancão me convida. O senhor já mostrou que é obcecado por Julio Lossio e meu nome é Gabriel Menezes. Com relação a esse contrato, que bom que o prefeito voltou atrás. Seus berros não me amedrontam, o senhor não vai ganhar no grito. Quem joga palavras ao vento é o senhor, se retrate com o povo de Petrolina”, rebateu.

Por fim, Cancão não gostou das colocações de Gabriel, exigiu respeito. “Aqui não tem vaca para você dizer que está berrando. Eu exijo respeito”, finalizou o parlamentar de situação.

Enquanto os vereadores brigam, a população sofre com esgotos estourados em suas portas, hospitais em situações deploráveis, população reclamando do péssimo atendimento nos postos de saúde, sementeiras com aviso prévio, vários pontos da cidade sem água, moradores da zona rural reclamando do abandono, e ainda como se não bastasse, os vereadores trocam farpas durante sessão ordinária na Casa Plínio Amorim com vários projetos engavetados.

Com informações Programa Nossa Voz/Grande Rio FM

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