Na quarta tentativa, o ex-presidente Lula levou o PT a governar o País (Foto:Divulgação)

Marcelo Montanini

Este ano, o PT comemora 13 anos no poder. Ao longo deste tempo, o partido, promoveu mudanças significativas no País. A ascensão do Brasil no cenário econômico global e a estabilidade política, experimentada durante os dois mandatos do ex-presidente Lula (2003-2010), foi mantida no primeiro mandato da presidente Dilma (2011-2014), apesar dos desgastes causados pelo escândalo do mensalão.

Mas, após as manifestações sociais de 2013, a legenda passou a vivenciar o seu pior pesadelo. Desde então, o País entrou em uma grave recessão econômica e o governo perdeu a capacidade de dialogar com o Congresso, que respondeu com a abertura do processo de impeachment da petista.

Em paralelo, diversos dirigentes da legenda foram acusados de participação no esquema de corrupção da Petrobras, o que piorou ainda mais a popularidade do PT.

Após três tentativas de assumir a Presidência da República (1989, 1994 e 1998), o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu sua primeira disputa, em 2002. Nos anos que se seguiram, o Brasil promoveu a inclusão social de milhares de pessoas e distribuiu renda através do programa Bolsa Família.

Desde então, o petista combateu a pobreza, conseguiu controlar a inflação – de 12,53% em 2002 para 7,6% em 2010 -, ampliou as ofertas de empregos formais, fez crescer o Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1 % em 2002 para 7,6% em 2010, com média anual de 4,0%, e proporcionou aumento real do salário mínimo – de R$ 200 em 2002 para R$ 510 em 2010 -, isso mesmo com a crise financeira internacional eclodindo na metade do segundo mandato.

Mas nem tudo foram flores. Ao final do primeiro mandato de Lula, em 2005, o escândalo do mensalão, que expôs esquema de pagamento de propinas a parlamentares, eclodiu. Com isso, lideranças petistas como o então ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), e o ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT), deixaram o governo e foram processados por corrupção.

Dirceu, que era o braço-direito de Lula, ainda se encontra preso e responde pela participação, inclusive, no esquema de propinas da Petrobras. Desta situação, emergiu Dilma Rousseff, que assumi a Casa Civil em 2005, após a saída de Dirceu. Logo em seguida, a petista se elegeu presidente da República pela primeira vez.

Em sua posse, prometeu erradicar a pobreza, fazer uma reforma tributária e evocar uma reforma política e, ao longo do primeiro mandato, adotou medidas mais intervencionistas na economia e promove maior intercâmbio cultural no ensino público com o programa Ciência sem Fronteiras.

Em 2013, manifestações contra o aumento da passagem do transporte público ganharam as ruas de todo País. Por sua vez, a popularidade de Dilma despencou de 57% para 30%, segundo Datafolha. Ainda assim, a petista se reelegeu, mas já iniciou o mandato enfraquecida pelo rescaldo da crise internacional e por “possíveis” erros cometidos no primeiro mandato. Agora, está ameaçada de ser afastada do cargo, por meio de impeachment, colocando o PT no momento mais complicado da sua história.