O Pix é a maior conquista dos brasileiros

Por Magno Martins

Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.

O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.

Sabidamente e oportunamente, Lula se insurgiu contra a manobra e saiu em defesa da soberania nacional. Disse que as taxas são injustificadas e classificou como “política de vira-lata”. Setores como máquinas, têxteis e calçados são os que podem perder mais competitividade.

O governo brasileiro argumenta que a balança comercial de bens e serviços é favorável aos Estados Unidos, o que tornaria a taxação descabida. Lula tem defendido firmemente o Pix, chamando-o de “patrimônio brasileiro” e alegando que o sistema assusta os norte-americanos. O presidente afirmou que o Brasil buscará novos parceiros comerciais caso as tarifas sejam aplicadas, visando reduzir a dependência dos EUA.

Lula chamou os filhos de Bolsonaro de “vendilhões e traidores da pátria”.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, afirmou.

CELEBRAÇÃO – Lula comentou que teve uma reunião exitosa com o presidente Trump e que havia sido um sucesso, mas, de última hora, as negociações foram atrapalhadas. O presidente argumentou que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Na época, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Trump publicamente pela taxação. “Eles foram encontrar com o [secretário de Estado] Marco Rubio. E, quando é ontem, eu soube da notícia que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%. Quando nós estávamos em negociação. Quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump”, disse Lula.

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