Pagamento de R$ 600 mil a advogados de Prefeitura é suspenso na Bahia

Decisão cautelar aponta que honorários de escritório de advocacia estão acima do limite

José Marques dos Reis, prefeito de Cipó (PSD)
José Marques dos Reis, prefeito de Cipó (PSD) – 

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou, por meio de medida cautelar, a suspensão imediata de pagamentos da Prefeitura de Cipó, nordeste da Bahia, ao escritório Harrison Leite Advogados Associados.

O contrato, firmado com inexigibilidade de licitação, na gestão do prefeito José Marques dos Reis, conhecido como Marquinhos (PSD), previa o pagamento de R$ 600 mil para consultoria tributária visando o aumento do repasse de ICMS ao município.

A irregularidade foi detectada pela 9ª Inspetoria Regional de Controle Externo. De acordo com o TCM-BA, os honorários advocatícios foram fixados em 20% sobre um ganho estimado de R$ 3 milhões, percentual considerado abusivo e em desacordo com os princípios da razoabilidade e economicidade.

Falhas

Na decisão, o órgao destacou que a gestão do prefeito Marquinhos (PSD) não apresentou memória de cálculo, critérios técnicos ou pesquisa de preços que justificassem o valor.

Além disso, a prefeitura falhou em demonstrar a complexidade do serviço que exigiria a contratação de um escritório especializado sem concorrência pública.

Aditivo

Apesar da suspensão, o órgãoabriu uma alternativa para a administração municipal: o contrato vai poder ser mantido caso seja assinado um aditivo reduzindo os honorários aos limites previstos no Código de Processo Civil e na jurisprudência da Corte.

O prefeito, a secretária municipal da Fazenda e o escritório contratado já foram notificados e têm um prazo de 20 dias para apresentar defesa.

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