PF mira Casa Militar em operação contra suposta fraude em obras após enchentes de 2010

A Polícia Federal (PF) em Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Torrentes que tem objetivo de desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção, em que criminosos desviaram verbas públicas destinadas para construção das cidades destruídas pelas fortes chuvas no Estado. Agentes da PF realizam a ação na sede do executivo estadual, o Palácio Campo das Princesas, e na Vice-Governadoria. A polícia não identificou os nomes dos suspeitos e são cumpridos 15 mandados de prisão preventiva em PE.
A Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco é o principal alvo da PF que começou as investigações em 2016 a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados. De acordo com a polícia, até R$ 450 milhões, que foram sido depositados pela União para a assistência de vítimas das enchentes de junho de 2010, podem ter sido desviados.
Além de Pernambuco, a operação também ocorre nos estados da PB, MT, RO, AL, MA, RN, RR, AP e SE. São cumpridos 71 mandados judiciais, sendo 36 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 20 de condução coercitiva em Pernambuco e umas de condução Coercitiva no Pará. Também foi determinado o sequestro e a indisponibilidade dos bens dos principais investigados. O nome Torrentes faz alusão as enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul.
Também foram detectados, segundo a PF, fortes indícios de superfaturamento em alguns contratos recentemente firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais desta feita na “Operação Prontidão”, que tem por objetivo a reestruturação dos municípios da mata sul pernambucana atingidos, uma vez mais, pelas chuvas torrenciais ocorridas em maio do corrente ano de 2017.
Todos os presos serão encaminhados para a sede da PF onde serão interrogados. Dependendo do seu grau de participação e envolvimento responderão pelos crimes de peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 25 anos de reclusão. Os criminosos serão levados para o Cotel e Colônia Penal Feminina e os militares para uma instituição designada pelo Comando da Polícia Militar de Pernambuco.
Além da sede do governo estadual, mandados também são cumpridos no prédio da Vice-Governadoria, no bairro de Santo Amaro, e em um edifício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Policiais federais também cumprem mandados em um edifício no bairro das Graças. Veículos caracterizados da PF também foram vistos nos bairros da Torre e da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. O bairro de Casa Caiada, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, também recebeu equipes da PF.
O Palácio do Campo das Princesas informou que até ter mais informações sobre a operação, não irá se pronunciar.


























