Na passagem pela Bahia, no último fim de semana, o presidente Lula apelou para que a empresa que toca a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em território baiano, trabalhem com mais intensidade para a obra ser concluída, mas em nenhum momento falou sobre a Ferrovia Transnordestina, cujo trecho em Pernambuco está parado há mais de dez anos.
Durante o discurso, o petista pediu que os empresários da Bamin – responsável pelo trecho entre Ilhéus e Caetité – trabalhem mais, para que a obra seja entregue antes de 2027. “Em 2010, imaginava que essa ferrovia já estivesse inaugurada. Já era para ela estar inaugurada antes de 2023, mas quis o destino que o povo baiano me elegesse outra vez, para que a gente pudesse retomar essa ferrovia”, afirmou.
Segundo o Planalto, a obra resultará em um corredor de escoamento de minério da região sul do Estado e de grãos da região oeste. O trecho é o último dos quatro que compõem a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e está previsto para ser finalizado em 2027. A ferrovia terá 537 km de extensão e passará por 19 municípios.
Apenas o lote 1F conta com 127 km de extensão e percorre Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. As obras no lote 1F contam com investimento inicial de R$ 1,5 bilhão. Durante o discurso, Lula ainda enfatizou a importância de estabelecer a construção de mais ferrovias no país, mas esqueceu a Transnordestina.
“Temos que cumprir o que colocamos no papel. É de interesse nacional fazermos mais ferrovias no País. Não é interesse de um ou outro empresário, mas de interesse da soberania nacional a gente fazer essa ferrovia e outras no país, para que a gente possa fazer este país se tornar competitivo”, afirmou. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra abriu uma frente pela retomada do trecho da Transnordestina, que vai de Salgueiro até Suape. O ministro dos Transportes, Renan Filho, prometeu retomar a obra.
A bancada federal esteve recentemente com o ministro e dele ouviu a renovação da promessa de que o projeto será retomado, mas até o momento nada de concreto se deu. Há uma desconfiança de que a etapa pernambucana não ande por falta de interesse de grupos privados numa PPP – Parceria Público Privada.

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