O medo tem justificativa. Embora ainda lidera a corrida presidencial, o ex-presidente viu sua diferença em relação a Jair Bolsonaro, o segundo colocado, diminuir nas últimas pesquisas. “De forma reservada, aliados avaliam que as declarações foram frutos de uma mistura de excesso de confiança e de deslizes provocados pelo cansaço em virtude da rotina intensa da viagem na semana passada ao Rio e à Bahia”, escreve O Globo.
A defesa do aborto, deve pegar muito mal entre eleitores evangélicos, público que o PT vem tentando reestabelecer pontes, e que em 2018 votou de forma maciça em Bolsonaro. O uso de um relógio de luxo, da marca suíça Piaget, na festa de aniversário de cem anos do PCdoB, em Niterói, no dia 26, também foi alvo de críticas de bolsonaristas e do ex-juiz Sergio Moro. O modelo novo da marca custaria até R$ 80 mil.
Por fim, aliados avaliam que a retirada de representantes das Forças Armadas do governo não precisava ser tratada de forma direita neste momento. Agora, coordenadores de campanha vão ter que correr atrás do prejuízo e tentar evitar novas derrapadas do líder petista.



























