Ulysses Guimarães em 1989 e Orestes Quércia em 1994 tiveram um desempenho medíocre como candidatos a presidente da República
Michel Temer repetiu ontem no Recife o que havia dito anteriormente em Florianópolis, Curitiba, João Pessoa e Natal: que o PMDB terá candidato próprio à Presidência da República em 2018. Trata-se de um desejo legítimo do partido, que já deveria ter feito isto em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014. Mas decidiu priorizar a eleição de deputados e senadores para ocupar cargos estratégicos no Congresso e facilitar sua entrada no governo, independente de quem seja o presidente da República.O que Temer se recusa a dizer é quem seria o candidato presidencial. Ele próprio? O prefeito Eduardo Paes? O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori? O senador Roberto Requião? Ninguém tem resposta para esta pergunta. Que o PMDB deveria, de fato, oferecer uma alternativa ao país em 2018, não se discute. Mas não pode esquecer que Ulysses Guimarães em 1989 e Orestes Quércia em 1994 tiveram apenas 4% dos votos válidos.


























