Remanso: Com Zé Filho fora do páreo, grupo começa a discutir substituto

O clima na noite desta quinta-feira (28/07) não está bom para os integrantes do grupo de Zé Filho, pré-candidato a prefeito de Remanso.

Substituta de Ze Filho Telma Castelo Branco
Substituta de Ze Filho Telma Castelo Branco

Em uma reunião, sem hora de acabar e que reúne os vereadores de mandato, a esposa do pré-candidato, o atual vice-prefeito e a tropa de choque do pré-candidato, em torno de 30 pessoas, na casa de Décio Castelo Branco, o “Gato”, onde informalmente funciona o comitê, o assunto único é quem substitui Zé Filho na empreitada de enfrentar o PC do B.

Celso Silva e Souza

Para “Gato”, cunhado de Zé Filho, “ainda não há nada de definitivo, mas é claro que temos de discutir alternativas. Para boa parte do grupo a candidata natural é Telma”, mostrando claro interesse na candidatura da irmã.

Substituto de Ze Filho Josemi Freire
Josemi Freire

Mimi, como é conhecido Josemir Freire, que tem conversado muito com Adolfo Viana, até concorda: “Zé Filho transfere votos, mas será que Telma consegue agregar? ”. Para ele, que já tinha se oferecido como alternativa a Zé Filho, “A gente pode insistir em Zé ou em Telma, mas a escolha mais correta é de alguém em que ele confie”.

Ze Filho Antonio Moura
Antonio Moura

Para o vice-prefeito atual, Antonio Moura, não mede palavras. Para ele “Há uma guerra e vamos vencer. Se Zé não pode, a escolha tem de ser por alguém que tenha coragem de enfrentar o PC do B”, esperando que entre os presentes alguém diga seu nome.

Moura, apesar de ser o líder da tropa de choque de Zé Filho, nunca escondeu, lastreado no seu conhecimento de advogado, o possível impedimento do ex-prefeito de ser candidato. O problema é que, dentro do grupo, enfrenta resistências das mais variadas origens: Para uns “é chegado demais a Celso”, para outros “fala demais” e ainda há os que dizem: “Antonio Moura candidato é um enterro. Perde por mais de cinco mil votos”.

Outro problema é quem vai dizer a Zé Filho que deve abandonar a corrida? Gato se recusa, muito menos se for ele o escolhido como substituto, conhece de perto o cunhado. Moura, mesmo arrotando valentia, treme; Telma, reconhecida por todos como a parte simpática do casal, nem quer ouvir isso e repete a ladainha: “Zé escapa dessa”.

Um susto, caso Telma seja a escolhida, é a desvinculação: Ela não está no mesmo partido do marido, que nesse caso ficaria sem obrigação nenhuma de acompanhar o novo candidato e, mais que certo, cairia nos braços da oposição, engrossando o caldo do PC do B, que começou a campanha sem nenhum vereador e já conta com presidente da Câmara e outros 4 podendo subir para 6 ou mais.

‘Vai ser uma debandada” – atesta Mailto Brito, proeminente participante da reunião – “não fica um vereador” – exagera.

A última sugestão cria o clima de desconfiança geral: “Porque não Celso? ” O nome do atual prefeito não é bem-vindo a uma reunião do grupo. O grupo crê piamente que cabe só a Celso a responsabilidade pelo desastre administrativo e que este desastre acaba por respingar no colo de Zé Filho, seu tutor.   Todos olham para o autor da sugestão, que se cala.

Mas, esta é uma possibilidade concreta. O atual prefeito não tem impedimentos, pode concorrer, agregou fiéis seguidores e o PT lhe diz amém depois de ter indicado o vice. Celso poderia, inclusive, se colocar como quarto candidato na corrida à prefeitura. E sem querer ser identificado, outro “celsista” na reunião, repete a pergunta, quase em segredo ao seu amigo do lado: “Porque não Celso?”

Nenhum dos presentes deu notícia do líder. A notícia que não foi novidade para Clementino, pois seus inúmeros processos o levariam inevitavelmente ao impedimento, o abalou. Trancado em casa, não recebe amigos, adiou encontros e se recusa a comentar a lista dos fichas sujas. Não fala e muito menos quer ouvir.

ASCOM/PC doB

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