O líder do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Sileno Guedes, disse haver um “apagão” no trabalho da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) durante o Governo Raquel Lyra. Nesta sexta (16), ao comentar o escândalo envolvendo a Logo Caruaruense, empresa da família da governadora, o parlamentar ressaltou que vem alertando há meses sobre a omissão do órgão na realização de vistorias e fiscalizações em linhas regulares e alternativas.
“Agora está explicado por que eu cobrava tanto e o Governo de Pernambuco não reagia quando o assunto era transporte intermunicipal. A EPTI não está fazendo o dever de casa para fiscalizar as empresas das linhas regulares, como a que pertence à família da governadora, e não está cumprindo o decreto que regulamenta o transporte complementar, levando esses trabalhadores de volta à clandestinidade. No fim das contas, enquanto o Governo Raquel Lyra se omite, os operadores e passageiros é que estão em perigo nas estradas, sobretudo nos rincões mais distantes do nosso estado”, declarou Sileno.
O deputado relembrou ainda diversos pronunciamentos que fez sobre o tema, como os ocorridos em março, maio e novembro de 2025. Em uma das ocasiões, a EPTI chegou a ser convidada para explicar a falta de fiscalização, mas não enviou representante para uma audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais, desrespeitando o trabalho do Legislativo. Com a notícia de que a Logo Caruaruense encerrará suas atividades após o escândalo, Sileno avaliou ter havido uma “confissão de culpa” no caso. “O Governo Raquel Lyra vai ter que responder por essa omissão”, complementou.
A Logo Caruaruense está envolvida em denúncias de operação irregular em meio à omissão do poder público. Desde 2023, primeiro ano do Governo Raquel Lyra, os ônibus da empresa circulam sem vistoria. Documentos da EPTI também revelaram a falta de pagamento de taxas e o sucateamento da frota, que roda com pneus carecas e cintos de segurança quebrados. O Decreto 40.559/2014 determina que veículos nessas condições tenham a operação suspensa, o que não ocorreu.



























