Só delação premiada salvaria ex-deputado

O juiz aposentado Clóvis Corrêa Filho voltou a aconselhar o primo Pedro Corrêa a fazer acordo de delação premiada com a Justiça, mas ele se nega

pedro correia

Tido nas rodas políticas como “boa praça” e “bonachão”, o ex-deputado Pedro Corrêa não tem perfil de delator. Foi condenado no processo do mensalão a uma pena de sete anos e dois meses de cadeia, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e cumpria tranquilamente o castigo na penitenciária de Canhotinho. Em abril deste ano, todavia, foi surpreendido por uma decisão do juiz Sérgio Moro determinando sua remoção para Curitiba a fim de dar explicações sobre um novo malfeito: envolvimento no desvio de recursos da Petrobras por meio do doleiro Alberto Yousseff, que incriminou também, em acordo de delação premiada, seu filho Fábio Neto e a esposa deste Márcia Danzi. Os três já foram denunciados criminalmente e agora são réus. O juiz aposentado Clóvis Corrêa, primo do ex-deputado, insiste em que a única salvação dele para sair da cadeia mais cedo é um acordo de delação com a Justiça, mas Pedro se mantém irredutível.

Por Inaldo Sampaio

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