O estudante de Direito Bruno Teles, de 25 anos, vai pedir na Justiça ajuda para um morador de rua, cuja história sensibilizou internautas, em Macapá, no Amapá. Em entrevista ao EXTRA, o universitário disse que, após visitar o fórum da cidade, nesta quarta-feira, ele vai buscar vaga para o homem, de 39 anos, conhecido apenas como Orlando, em uma casa de caridade em Santana.
— Hoje eu vim ao fórum para falar com uma juíza e tentar ajudá-lo. Deram um prazo de uma semana para uma assistente social ir até o local onde ele está. Ontem, também estive na defensoria pública (de Macapá). O Estado está omisso. Se algo acontecer com esse rapaz (o morador de rua), eu vou trazer para mim a responsabilidade de culpar o Estado. Isso não pode acontecer. Ele se encontra numa situação desumana — afirma Teles.
A história de Orlando se popularizou no último domingo de Páscoa, quando o estudante de Direito e um amigo, Pedro Valente, decidiram ir até onde o homem estava, na Rua Minas Gerais, no bairro Nova Esperança, na Zona Sul da capital, para dar banho nele. Fotos do mendigo, na rua, comoveram internautas.
— Ele contou que tinha se acidentado, que um carro havia batido nele. Ele ficou lá sentado, desde então. Demos banho nele e, depois, o levamos até o Hospital de Emergências — conta Teles.

Enquanto o homem recebia atendimento, o universitário conseguiu descobrir onde a família do morador de rua morava, numa área de baixa renda, no bairro Nova Esperança. Segundo Teles, os pais do mendigo são muito pobres e idosos e, por isso, não podem ajudar do filho, que sofre de transtornos mentais.
Ao retornar à unidade de saúde, o estudante descobriu que o morador de rua havia voltado para o local onde tinha sido encontrado.
— Eu sinalizei o lugar porque meu medo é que ele seja atropelado. Temo que ele também tenha uma hiportermia porque tem ficado sob chuva forte. Infelizmente, eu não tenho como abrigá-lo na minha própria casa. Ele e a família dele precisam de ajuda — contou o universitário.

Doações
Segundo Teles, todos os dias, com a ajuda de Pedro, ele tem ido até o local dar comida, banho e cuidados médicos ao mendigo, mas faz uma apelo.
— Muita gente entra em contato comigo sensibilizado, mas não quero isso. Quero que ajudem ele. Um senhor de São Paulo nos doou R$ 200. Um rapaz também doou roupas, mas precisamos de mais.
O universitário disse que conta com a ajuda da internet para que a história se espalhe. Ele também vai a entidades públicas e privadas para tentar ajudar Orlando.
— Nunca vi ninguém que precise tanto — completou ele.
Bruno deixou o número de telefone para os interessados em ajudar: (96) 98119-4416.



























