Economia baiana perde 7.976 vagas com carteira

  • A agropecuária puxou a geração de empregos com carteira assinada em Juazeiro - Foto: Ivan Cruz l Ag. A TARDE l 7.12.2010

    A agropecuária puxou a geração de empregos com carteira assinada em Juazeiro

A atual crise econômica do país segue castigando o mercado formal de trabalho. Em junho, a economia baiana eliminou 7.976 empregos com carteira assinada. O desempenho ruim foi puxado pelos setores de  serviços, que perdeu 4.462 postos de trabalho  e da construção civil (-1.984).  Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com o levantamento, apenas a agropecuária e administração pública registram, em junho passado, desempenhos positivos, com a geração de 84 e 51 vagas formais, respectivamente.

O Caged revela ainda que Salvador liderou as demissões com o corte de 3.054 empregos celetistas. Em seguida aparecem Lauro de Freitas (-2.377) e Itamaraju (-808). Em contrapartida, Juazeiro (707 postos), Casa Nova (470) e Santo Estêvão (229 ) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.

Na Região Nordeste, além da Bahia, outros seis estados apresentaram saldos negativos: Pernambuco (-2.877), Ceará (-1.926), Rio Grande do Norte (-1.163), Alagoas (-904), Paraíba (-847) e Sergipe (-647). Piauí (101 postos) e Maranhão (17 ) criaram posições de trabalho com carteira assinada.

Com os dados de junho, a Bahia encerrou o primeiro semestre do ano  com menos 27.594 postos de trabalho formais. No últimos 12 meses (junho de 2015 a junho de 2016)  verificou-se uma redução de 4,62% no nível de emprego ou de 83.839 postos de trabalho.

País

Os dados nacionais também são bem ruins.  O Caged de junho mostra que o Brasil fechou 91.032 vagas formais em junho, resultado muito pior que o esperado, acumulando no primeiro semestre perda líquida de 531.765 empregos na série com ajustes, pior marca para o período da série histórica iniciada em 2002.

O  resultado foi avaliado por economistas como uma prova de que o pior em termos de mercado de trabalho ainda não passou. “É cedo para dizer que chegamos ao fundo do poço”, disse o economista Bruno Ottoni, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Especialistas já vêm alertando que o emprego é o último a reagir, tanto em caso de desaceleração da atividade quanto depois na sua recuperação. “O emprego formal deve terminar o ano com saldo negativo de um milhão de vagas”, prevê Ottoni. (A Tarde)

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