Nem o mar está para peixe, como o rio não estará para o PDT e PCdoB durantes as eleições de 2018 para deputado

Da Redação

Depois das últimas eleições de prefeito e vereadores em 2016, a situação dentro do PDT na Bahia não é nada boa. Em alguns municípios a direção da legenda não deu a devida atenção causando um enorme prejuízo para quem concorreu as eleições. Como se vê, o partido hoje começa a enfrentar consequências devido a saída de várias lideranças que davam suporte político aos deputados.

A situação do deputado Roberto Carlos em Uauá não é boa

No caso específico do município de Uauá, mesmo o ex-prefeito Olímpio Cardoso (PDT) não concorrendo a releição conseguiu milhares de votos para seu candidato Moisés Ribeiro (PP), mas por outro lado os filiados começaram a seguir outro rumo deixando a legenda como o ex-vereador Deuilson Almeida e outras lideranças. Ainda assim, quem está com o pé quase fora da legenda é o vereador Rosevaldo Loiola e o ex-vice-prefeito, Jaime Santana que faz parte hoje do governo municipal. É complicado hoje para qualquer liderança do PDT caminhar com Roberto Carlos, para deputado estadual, e Félix Mendonça para federal em 2018, mas tudo isso devido ao abandono e ao isolamento que as lideranças vem sofrendo ao longo do tempo.

O ex-deputado estadual Vando (hoje prefeito de Monte Santo), tem um grande laço de amizade com o vereador Rosevaldo

Em Curaçá, a unica liderança hoje do partido que aparece é a do vereador Dedé de Mundo Novo, mesmo assim porque já tem um serviço prestado há anos ao seu povo. Ele sempre caminhou ao lado do ex-vice-prefeito Pereca e do ex-prefeito, Salvador Lopes.

Cada prefeito tem o seu candidato

Em outros municípios como Sobradinho, Casa Nova, Sento Sé e Juazeiro, o partido vai enfrentar grande resistência, pois os eleitores já estão cansados de ouvirem a mesma ladainha em época de campanha política e nada de realizações. Para superar o vazio, em cada município deste, existe um forte candidato a deputado estadual filho da própria terra.

Um casamento que começou errado e só Deus sabe o final

No caso de Pilão Arcado, o ex-candidato a prefeito Raimundo Nonato, o popular Mundoca, é a única liderança que está carregando o PDT nas costas, mas já demonstra cansaço e pode a qualquer momento seguir outro rumo. Para piorar mais ainda a situação na região, o PDT em Juazeiro vai caminhar de mãos dadas com o ex-prefeito Isaac Carvalho (PCdoB) para deputado federal. A reação contra o nome de Isaac na região é grande, isso porque nem a situação e quase toda a oposição aceita ser comandada por um chefe que chegou em Juazeiro como forasteiro e que pretende fazer o mesmo em seus municípios.

A candidatura de Joseph Bandeira para deputado estadual causará um enorme prejuízo para os deputados Roberto Carlos e Zó

Em Remanso, o prefeito Zé Filho (PSD) fará de tudo para evitar a votação esperada por Isaac e seu aliado. No município de Campo Alegre de Lourdes, o prefeito Enilson Marcelo Rodrigues (PCdoB) caminhará em 2018 com o deputado José Carlos Araújo (PR). Em Sento Sé e região, o nome do ex-prefeito Juvenilson Passos (PT) é ventilado como um forte candidato a deputado estadual, pois o mesmo é muito próximo do deputado federal Josias Gomes (PT) e do senador Otto Alencar (PSD). Uma articulação está sendo feita nos bastidores para que Juvenilson não seja candidato, com isso pode apoiar Isaac Carvalho.

Em Canudos, o prefeito Genário Rabelo, o popular Geo (PSD) vai caminhar com o deputado federal Zé Nunes (PSD). Em Uauá a influência de Zé Nunes é grande dentro do município e da administração municipal contanto com o apoio do vice-prefeito, João Alves (PSL) e dos principais secretários. Até vereador do próprio PCdoB já usou o espaço na Câmara Municipal informando que vai marchar com Zé Nunes.

Em Curaçá o prefeito Pedro Oliveira (PSC) ainda não se manifestou publicamente, mas segundo informações a situação é muito complicada, isso porque o município necessita hoje de ajuda com urgência através dos deputados que detêm mandatos, não pode aventurar esperando que as coisas aconteçam em dois anos. Assim como Pedro Oliveira, o restante dos prefeitos enfrentam o mesmo dilema: a sobrevivência política.

Ter ou não ter 18 prefeitos, batendo no peito em tom elevado como se fosse o responsável pela eleição de todos eles, contando como certo os apoios para a eleição de 2018, é muita muita viagem no tempo. Se aqui na região norte do estado o terreno está minado, imagine em outros locais. Juazeiro pode ficar sem os dois deputados estaduais e não eleger ninguém para federal.

 

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