Michelle Bolsonaro parece ter sido picada pela mosca azul
Michelle Bolsonaro tem dados sinais de enxerga seu futuro político para além de uma candidatura ao Senado pelo DF e que mira o Planalto

As movimentações recentes de Michelle Bolsonaro reforçam, nos bastidores, uma percepção crescente entre aliados e adversários da ex-primeira-dama de que ela parece ter sido picada pela famosa “mosca azul” da Presidência da República.
Embora tenha ameaçado, nos últimos dias, deixar o PL e desistir da disputa ao Senado nas eleições de 2026, a esposa de Jair Bolsonaro também deu sinais de que enxerga seu futuro político para além de uma candidatura a senadora pelo Distrito Federal.
Michelle tem dito a aliados não estar preocupada com resultados imediatos. Segundo pessoas que conversaram com a ex-primeira-dama nas últimas semanas, ela costuma afirmar que o trabalho político iniciado agora não precisa render frutos no curto prazo.
Em uma conversa recente, segundo relatos de duas fontes à coluna, Michelle chegou a lembrar que o próprio presidente Lula disputou várias eleições presidenciais antes de chegar ao Palácio do Planalto. O petista se elegeu presidente em 2002.
Todo esse discurso, aliado aos movimentos para demarcar diferença do enteado Flávio Bolsonaro, escolhido pelo pai como presidenciável da família em 2026, indicam que Michelle passou a enxergar sua trajetória política como um projeto de longo prazo.
A avaliação é de que, mesmo se não disputar a Presidência da República em outubro de 2026, a ex-primeira-dama atua para permanecer como uma das principais lideranças da direita e se manter viável como alternativa em eleições futuras.
Em outras palavras, Michelle parece já pensar como quem pretende, um dia, disputar o cargo mais importante da República. Se será em 2026, 2030 ou mais adiante, ainda é uma incógnita. Mas, nos bastidores, poucos duvidam de que ela sonha em ser presidente.



























