Vereador Jerônimo de Oséas faz graves acusações contra presidente da Câmara de Uauá

Da Redação

Durante a última sessão ordinária da Câmara de Uauá, o vereador Jerônimo de Oséas (PP) usou o microfone da tribuna para fazer uma grave denuncia contra o presidente da Casa, Rodrigo Gonçalves (PTB), sobre gastos elevados com combustível já que o legislativo dispõe de dois veículos, sendo que um, segundo o denunciante, é fantasma, ninguém vê na cidade.

Jerônimo de Oséas

“Está terminando o ano e nada nesta casa foi feito, apenas uma cortina que estava ali em pendurada. Sabendo do extrato do dinheiro que se encontra acumulado em conta. Foi um absurdo quando vi os extratos hoje com a quantidade de combustível que foi gasto nos últimos dois meses, com o valor de quase R$ 11 mil reais. Como é que justifica no Tribunal de Contas dois carros carros, sendo que um é do presidente – e o outro ninguém sabe onde se encontra – aí se aparece na prestação de contas o valor de R$ 11 mil de combustível’, disparou Jerônimo.

Ele aproveitou do momento para tentar humilhar o colega, já que o mesmo é opositor ao prefeito Lindomar Dantas (PCdoB) fazendo duras criticas. “Para se fazer critica a gestão municipal temos que corrigir o que está acontecendo em nossa casa”. Ele ainda soltou uma indireta, como se o presidente Rodrigo não tem tivesse mais condições de continuar dirigindo os trabalhos a partir do próximo pleito já que hoje tem minoria. “A nossa casa tem que haver uma correção, isso é de imediato”. Jerônimo ainda questionou sobre a dinheirama da Câmara que se encontra depositado em conta, tachando o colega de incompetente. “Senhor presidente, quando chegar o dia 31 de dezembro, o que o Senhor vai fazer com o dinheiro que está na conta, pois o senhor não pode deixar para o próximo ano. O município precisa que o Senhor devolva este dinheiro, já que o senhor não planejou nada para esta casa”, arrasou.

Presidente da Câmara, Rodrigo Gonçalves passou por saia justa diante das graves acusações

Por sua vez, o presidente do legislativo municipal, Rodrigo Gonçalves deu uma resposta quase nada convincente. “O TCM não detalha a forma de pagamento, paguei uma parte no dia 3 do mês passado, e logo em seguida paguei a outra do dia 31, ou seja, foi divido. Na próxima sessão trarei mais detalhes (…) Paguei o mês anterior e o mês atual tudo dentro de um só mês. Isso porque a empresa que fornece ao Poder Legislativo estava com problema na nota. Pois, infelizmente não detalha a data de pagamento. Até o momento não recebi nenhuma notificação do TCM”.

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