“Pegadinha?” Deputado ironiza ACM Neto por convite para alvo da PF falar de segurança

O deputado estadual Angelo Almeida ironizou o convite de ACM Neto para que Márcio Canella, alvo da PF, falasse sobre segurança  |   Bnews - Divulgação Henrique Brnco / BNews / Arquivo

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A escolha de Márcio Canella como destaque de um evento sobre segurança pública da Fundação Índigo, presidida por ACM Neto, foi criticada pelo deputado estadual Ângelo Almeida (PT). O parlamentar afirmou que a decisão “só pode ser uma pegadinha” e cobrou explicações do ex-prefeito de Salvador por apresentar como referência na área um aliado que agora é alvo de investigação da Polícia Federal.

Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, é investigado na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio. De acordo com a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões, com possível participação de agentes públicos.

 

Para Ângelo Almeida, o caso coloca em xeque o discurso de ACM Neto sobre segurança pública. “Como ACM Neto explica convidar uma pessoa envolvida em um noticiário dessa gravidade para tratar justamente de segurança pública? Quais foram os critérios?”, questionou. O deputado lembrou que, durante o evento da Fundação Índigo, Canella foi apresentado como exemplo de enfrentamento ao crime organizado em Belford Roxo e elogiado por ACM Neto como um gestor de atuação “transformadora” na área.

Segundo o parlamentar, a situação ganha ainda mais relevância porque a segurança pública é uma das principais bandeiras políticas defendidas por ACM Neto na Bahia. “É fácil fazer discurso duro contra o crime organizado. Difícil é explicar por que, na hora de montar uma vitrine nacional sobre segurança, o seu grupo político leva para o centro do palco alguém que agora aparece no centro de uma operação da Polícia Federal”, afirmou.

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