Paula pode ser condenada a até três anos de prisão ao deixar o BBB 19
Paula é acusada de racismo e intolerância religiosa por declarações feitas no BBB 19. (Foto: TV Globo)
A situação pode ficar feia para Paula após o BBB 19. Acusada de intolerância religiosa e racismo por declarações no confinamento, a mineira vai responder por seus atos na Justiça.
O delegado Gilbert Stivanello, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Rio de Janeiro, revelou que Paula responde a um procedimento instaurado desde o dia posterior às falas da BBB em relação à religião de Rodrigo.
“Trata-se de injúria por preconceito alusivo à religião”, conta o delegado ao UOL.
Por conta da situação Paula pode pegar pena que varia entre um e três anos de reclusão, além de multa. “Há outros institutos alternativos aplicáveis que podem evitar a imposição de pena de prisão. Nessa parte, a resposta ficará com o Judiciário”, esclarece o policial.
Rodrigo prestará depoimento da Decradi nesta sexta-feira (5). “Se for concluído que ela tinha o intuito ou sabia da possibilidade de ofender com sua fala, poderá ser indiciada e o inquérito será relatado e enviado à Justiça Comum. Não cabe Juizado Especial, pois a alusão à religião agrava o delito”, conta Gilbert Stivanello.
Paula será ouvida pela polícia assim que for eliminada do BBB 19 ou após a final da edição, marcada para o dia 12 deste mês.
Também em entrevista ao UOL, a irmã de Paula, Mônica von Sperling, que é advogada, afirmou que a família da BBB já está pronta para a briga judicial.
“É um direito dele, se por algum motivo se sentiu ofendido. Fico chateada apenas por conhecer a Paulinha e saber que ela jamais agiu ou agiria com o intuito de ofender alguém”, defendeu a irmã da BBB.
No dia 6 de fevereiro, durante conversa com os colegas de confinamento, Paula disparou contra a religião de Rodrigo, adepto do candomblé. “Ele fala o tempo todo, ele desse negócio de Oxum deles lá, que ele conhece. Eu tenho medo disso. Mas eu não sou (preconceituosa), não… Nosso Deus é maior”, disse a mineira.


























