CNPE quer fomentar livre concorrência no abastecimento de combustíveis
Objetivo é estimular mais investimentos e empregos no país, de acordo com o Conselho

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (4), uma resolução para fomentar a livre concorrência na atividade de abastecimento de combustível no Brasil, por meio do estímulo à entrada de novos agentes econômicos. A ideia é estimular mais investimentos e, em consequência, empregos no país, dando mais espaço para empresas concorrentes.
A fim de viabilizar esse processo, o conselho definiu um prazo de 180 dias para que algumas metas sejam cumpridas por autoridades do setor. “Ao Ministério da Economia caberá avaliar a implementação da monofasia tributária para a livre concorrência”, disse o CNPE em nota.
Também conhecida por tributação concentrada, a monofásica é um mecanismo similar à substituição tributária, no sentido de atribuir a um determinado contribuinte a responsabilidade pelo tributo de toda uma cadeia de produto ou serviço.
Quanto à venda direta de etanol, segundo o CNPE, é necessário, antes, a aprovação de uma lei que estabeleça a monofasia tributária federal.
Ainda segundo a resolução aprovada, caberá ao Ministério de Minas e Energia preparar estudos sobre modelos de negócios e arranjos societários entre agentes regulados, de forma a subsidiar a formulação de medidas voltadas para a ampliação da competitividade do setor, bem como a articulação, junto aos órgãos pertinentes, visando o combate à sonegação e à adulteração de combustíveis.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará encarregada de concluir os processos de tomada pública de contribuição sobre as atividades de distribuição e de revenda de combustíveis no país.
Foi dado à ANP o prazo de 240 dias para avaliar outros temas atinentes ao abastecimento de combustíveis que, porventura, não tenham sido mencionados na tomada pública de contribuição.
























