A razão da degola do chefe da Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi demitido, sumariamente, mesmo contra a vontade do ministro Sérgio Moro, simplesmente porque sua equipe estava investigando o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), o filho 02 de Jair Bolsonaro, como mentor das fake news contra o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Correio Braziliense. Um processo foi aberto pela Corte, no dia 14 de março de 2019, para investigar a disseminação das notícias falsas e a PF chegou ao chamado Gabinete do Ódio, comandado pelo vereador.

Além da investigação sobre as fake news, a mesma equipe deverá apurar os responsáveis pelas manifestações a favor da ditadura, apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comunicou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que iria demitir Valeixo. Após o comunicado, segundo a Folha de S.Paulo, Moro teria pedido demissão, mas segundo os jornais Estadão e O Globo, o ministro teria apenas ameaçado deixar o cargo.

Valeixo foi escolhido por Moro e é de confiança do ministro. Desde o ano passado a troca de comando da PF vem sendo ameaçada pelo presidente, quando anunciou uma troca no comando da superintendência do órgão do Rio de Janeiro. Bolsonaro quer ter maior controle sobre a atuação da polícia.

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