Polícia afirma que morte de advogada pernambucana está ligada ao seu trabalho e que já possui nomes

Identidades dos suspeitos, porém, não foram reveladas para que as investigações não sofram interferências

Marília Neves e Nilton Villanova
Sepultamento foi marcado pela presença maciça da população do distrito onde Severina foi enterrada
Na entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (6) sobre as investigações do caso da advogada Severina Natalícia, foi revelado que a polícia já teria identificado os suspeitos – mandante e executor – de terem assassinado a advogada Severina Natalícia da Silva, de acordo com informações do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), Pedro Henrique Reynaldo. Os nomes dos possíveis assassinos, porém, não foram revelados.

De acordo com Pedro Henrique,  o crime está diretamente ligado ao trabalho da Natalícia, que atuava em questões trabalhistas e previdenciárias. “A polícia acredita que há fortes indícios de que o atentado contra Severina tenha ligação direta com um dos casos jurídicos dela. Não podemos informar, entretanto, mais detalhes para não colocar em risco a investigação e a prisão dos responsáveis”, informou Pedro.

Estiveram presentes na coletiva o Delegado Bruno Vital, chefe da 3ª Divisão de Homicídios e presidente do inquérito que apura o fato, o Delegado Salustiano Cavalcanti de Albuquerque Neto, Diretor da Diretoria Integrada do Interior 1, o Delegado Nehemias Falcão, 14ª Delegacia Seccional de Caruaru, e os representantes da OAB – Dr. Pedro Henrique Reynaldo – Presidente da OAB Pernambuco, Dr. Almério Abílio – Presidente da OAB Caruaru e Dr.ª Maria Helena dos Santos – membro da Diretoria da OAB Caruaru e responsável por acompanhar o caso.

O corpo da advogada foi encaminhado para a Igreja de São João Batista, em Encruzilhada, distrito de Bezerros onde sua família reside, e seguiu em cortejo em um caixão lacrado (uma vez que apenas os vestígios de Natalícia foram encontrados) até o cemitério local, onde foi sepultada no início da noite.

De acordo com o líder da OAB-PE, a vítima vivia de forma pacata e era exemplar em sua profissão. “Todos os depoimentos a respeito dela apresentavam uma imagem positiva. Severina não possuía nenhuma reclamação relacionada ao seu comportamento nem estava envolvida com política”, declarou. A despedida foi marcada pela grande quantidade de pessoas presentes, especialmente colegas de trabalho, alunos e professores de uma escola onde a advogada e ex-professora era vice-diretora.

Fonte: FolhaPE

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