Suspeito de matar e esquartejar a esposa vai a júri nesta segunda-feira em Pernambuco
O homem acusado de matar e esquartejar a esposa, Mirtes Juliana Araújo, na Vila Sotave, em Jaboatão dos Guararapes, vai a julgamento nesta segunda-feira (13), a partir das 9h, na 2ª Vara do Júri. O réu Luiz Antônio dos Santos Júnior é acusado de homicídio quadruplamente qualificado. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estará representado pelo promotor de Justiça Luís Sávio Loureiro.
O crime ocorreu em junho de 2012 e o motivo seria uma discussão motivada por ciúmes. De acordo com as investigações, Luiz Antônio teria sido acordado pela mulher, na madrugada do dia 26 de junho, para que ele deixasse a casa onde moravam com o filho até o dia 5 de julho. A residência pertencia a Mirtes, que queria a separação após 10 anos de relacionamento. O acusado não quis sair da residência, alegando ter ajudado na reforma e contribuído para a melhoria do imóvel.
Sem aceitar o fim do relacionamento e a possibilidade da perda do bem, Luiz Antônio agrediu a esposa. Em depoimento o acusado afirmou que ela o teria ameaçado com uma faca e o chamado de preguiçoso. O acusado disse que não gostou da afronta da esposa e a golpeou com um pedaço de madeira e uma barra de ferro. Ainda segundo o depoimento, Mirtes desmaiou e ao acordar, o marido continuou com a sequência de golpes, ocasionando o falecimento da vítima. Em seguida, Luiz Antônio, utilizando uma faca, esquartejou o corpo e colocou os pedaços em três sacos de lixo.
Luiz Antônio então contratou um motorista de ônibus para transportar os pedaços do cadáver de Mirtes até a casa da sua mãe, na Vila Rica, também em Jaboatão dos Guararapes. O acusado pagou R$ 90 e transportou os sacos, no ônibus, até a casa da sua mãe. O dono do veículo reconheceu o acusado em uma reportagem de televisão e procurou a polícia espontaneamente. Ao prestar esclarecimentos, ele alegou que sentiu um cheiro forte de perfume e que ao questionar o réu este teria dito que quebrou um vidro de perfume.
No mesmo dia do crime, o irmão de Mirtes, preocupado porque a vítima não atendia o celular, seguiu até a residência do casal. Mesmo sem ter encontrado ninguém, a testemunha alegou ter sentido um forte cheiro de desinfetante. Após sair do local o irmão da vítima ainda ligou para o trabalho do acusado, sendo informado que ele não havia ido trabalhar.
Ao chegar em casa, já à noite, a mãe de Luiz Antônio abriu os sacos e viu a cabeça da nora. Em choque, chamou uma vizinha para confirmar se realmente tratava-se do corpo de Mirtes. A vizinha afirmou que havia visto Luiz Antônio deixar os sacos no local. A mãe e a vizinha chamaram a polícia. Enquanto os policiais estavam na casa da mãe do acusado, o suspeito telefonou e confessou o crime. Luiz Antônio foi preso e encontra-se recolhido no Centro de Triagem (Cotel) em Abreu e Lima.



























