“Moro está com Lula até debaixo d’água”
Carluxo critica o ex-juiz por afirmar que Bolsonaro não fechou nenhum acordo internacional; é mentira, fechou sim. Alguns extremamente danosos ao Brasil; relembre aqui

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) publicou vídeo em sua conta do Twitter na noite desta terça-feira (28), em que o ex-juiz e presidenciável Sérgio Moro afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não fechou nenhum acordo internacional.
O vereador comenta na legenda que Moro está “com Lula até debaixo d’água”.
E completa: “Esse sujeito representa o que há de pior na natureza humana!”
Moro mente
O filho de Bolsonaro desta vez tem razão. Moro mente. O presidente fechou alguns acordos internacionais sim, entre eles um envolvendo o Mercosul e a União Europeia que é extremamente danoso ao Brasil, que teria de limitar a exportação de produtos agrícolas. Por outro lado, a Europa teria acesso a setores estratégicos da economia brasileira em compras governamentais, serviços e propriedade intelectual.
Seria melhor que não tivesse fechado.
Lula vai rever acordo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou que, se eleito, vai rever o acordo. “Os parceiros europeus precisam entender que nós devemos exportar produtos acabados que tenham maior valor agregado para que possamos avançar”, disse. “Não queremos apenas exportar soja, milho e minérios”, emendou o ex-presidente.
Na pressa, Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes convenceram os países da América a aceitarem cotas ridículas na área agrícola, como a de 99 mil toneladas na carne bovina, o que representa menos de 1% do que o Brasil produz. Em relação ao frango, a cota de 180 mil toneladas concedida ao Mercosul representa apenas 1,2% do consumo da UE. Com o açúcar, o porcentual se repete.
Pressa dupla para tentar reeleger Macri
Ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que acompanhou Lula no giro pela Europa, afirma que houve uma pressa dupla.
“Por um lado, o Brasil queria mostrar alguma coisa em política externa, por não ter uma política externa. Por outro lado, a Argentina queria reeleger Maurício Macri, e também precisava mostrar alguma coisa. O acordo foi muito mal negociado”, disse ele, ressaltando que “uma coisa que um negociador não pode ter é pressa”.
Amorim afirmou ainda que a relação do Brasil com a Europa é muito importante por quebrar a polarização entre EUA e China.
“Mas não precisávamos entregar tudo em compras governamentais, serviços, propriedade intelectual e essas cotas ridículas, enquanto baixamos a zero nossas tarifas”.

























