Geraldo tenciona bancada
Se já não estava fácil a reeleição da bancada federal do PSB de Pernambuco dentro da federação partidária, agora com o cenário da disputa em voo solo muita gente pode se complicar ainda mais. O coeficiente para eleger o primeiro deputado é de 180 mil votos, uma montanha de eleitores para se alcançar a exigência do teto definida por lei.

A reviravolta na escolha do candidato a governador, na qual o PSB optou pelo nome do deputado Danilo Cabral, não insistindo com Geraldo Júlio, visto como postulante natural, trouxe, por outro lado, um novo ingrediente para a chapa proporcional: o ex-prefeito do Recife é candidatíssimo a deputado federal.
Quem sai perdendo com a entrada de Geraldo? Pelo perfil de voto urbano, o deputado Felipe Carreras, que sempre contou com a mão amiga do próprio Geraldo, cujo eleitorado, teoricamente, se concentra na capital. Além de Felipe, o ex-prefeito atrapalha também Pedro Campos, segundo herdeiro de Eduardo Campos a entrar na política.
É sabido que o PSB quer fazer de Pedro o federal mais votado do Estado, como ocorreu com João Campos na eleição passada. É ordem expressa também de Renata Campos, a viúva que dá a última palavra no reinado socialista. A votação de Geraldo é uma incógnita, segundo os parlamentares federais.
Tanto pode bombar, notadamente com os votos do Recife, quanto ter um fiasco de votação. Para bombar, entretanto, Geraldo terá que contar com o chamado voto de estrutura, que se consegue envolvendo as máquinas da Prefeitura, do Estado e de prefeitos que venham a apoiar sua candidatura.
Paulo Câmara e João Campos estão dispostos a vestir essa camisa?
Por: Magno Martins



























