‘Esquerda aprendeu a usar redes sociais’, diz coordenador da campanha de Bolsonaro

‘Deixou de ser um campo só de um e hoje os dois usam’, completou o ministro Fábio Faria

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Em entrevista ao Jornal O GLOBO, publicada nesta quinta-feira (20), um dos integrantes da coordenação da campanha de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, o ministro Fábio Faria (PP) afirmou que a esquerda aprendeu a usar as redes sociais nas eleições deste ano. O pepista, no entanto, criticou a postura do deputado federal André Janones (Avante) que, segundo ele, propagada fake news deliberadamente.

“O bolsonarismo continua muito forte nas redes, só que a esquerda também aprendeu a usá-las. Então deixou de ser um campo só de um e hoje os dois usam”, analisou Faria, ministro das Comunicações do governo Bolsonaro.

Ainda durante a entrevista, o ministro rebateu as acusações de que Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, estaria comandando a rede de fake news do lado bolsonarista.

“Se existe uma injustiça muito grande, é contra o Carlos. Até hoje ninguém nunca viu uma conversa de WhatsApp dele com ninguém. Ele não tem grupo, não dispara nada para ninguém. Enquanto o outro lado tem um grupo comandado pelo (deputado) André Janones (Avante-MG), que decide as fake news e dispara para cinco mil pessoas. Isso sim é crime”, pontuou.

Faria analisou, ainda, o impacto do episódio com as venezuelanas, as quais foram protagonistas no trecho veiculado de uma declaração do presidente Bolsonaro sobre “pintar um clima” com adolescentes.

“Teve um impacto no domingo. Antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes (para excluir os vídeos) e de o presidente mostrar que “pintou um clima” era para ele entrar na casa e fazer a live. Hoje, o impacto está sendo negativo para eles. Está parecendo forçação de barra, cinismo. É igual ao canibal (vídeo que associa o presidente a canibalismo). Não sei nem por que alguém da campanha decidiu entrar (no TSE) para tirar aquele vídeo. Por mim, poderia ter permanecido”, disse.

“Para a gente, o que funciona é discutir governo. A gente não quer entrar na discussão que eles criam todos os dias. E aí, muita gente no governo vai para trabalhar na defensiva, que não é um modelo inteligente. Acho um erro”, concluiu Faria.

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