A Seleção Brasileira volta a campo em outubro, em dois amistosos contra Coreia do Sul e Japão. O duelo diante dos sul-coreanos será dia 10, em Seul. A partida seguinte, perante os japoneses, acontecerá dia 14, em Tóquio.
O jogo
Precisando vencer e torcer por um tropeço da Venezuela para conseguir uma vaga na repescagem da Copa, a Bolívia partiu para cima do Brasil. Em dez minutos, foram duas boas chances de marcar. Na primeira, Haquín arriscou de longe e Alisson espalmou. Depois, em cruzamento rasteiro, por pouco Enzo Monteiro não completou para as redes.
Marcando em bloco baixo, o Brasil optou por trocar a intensidade do jogo passado, diante do Chile, pela cadência. Tática para não desgastar o time em meio ao confronto disputado em uma altitude superior aos quatro mil metros.
A cada arrancada incompleta e passe perdido por falta velocidade fica nítido que, além da Bolívia, o adversário do Brasil era manter o fôlego em dia. No banco de reservas, um cilindro de oxigênio estava a postos para ajudar os que estavam sofrendo para manter o ritmo. Samuel Lino foi um dos que mais aparentou ter dificuldades.
Aos 44 minutos, o VAR acionou o árbitro Cristian Garay para analisar lance de Bruno Guimarães em Roberto Fernández. Após consulta, foi marcada a penalidade. Miguelito cobrou bem, Alisson foi na bola, mas não evitou o gol.
Festa
No início do segundo tempo, a torcida da Bolívia vibrou mais uma vez com um gol, mas não diante do Brasil. Isso porque, em Maturín, a Colômbia virou para cima da Venezuela, fazendo 3×2. Resultado que colocava os bolivianos na repescagem.
Quando os colombianos ampliaram para 6×3, os bolivianos perceberam que bastava não sair derrotado para sonhar com uma vaga no Mundial. No Brasil, Ancelotti mudou todo o trio ofensivo para reagir.
Empurrada pela torcida, a Bolívia esteve mais próxima do segundo gol, como em cabeçada de Algaranaz defendida por Alisson. No fim, a despedida das Eliminatórias foi com a primeira derrota sob o comando do técnico Carlo Ancelotti. Além disso, a equipe terminou com o pior desempenho da história da Canarinho no torneio desde 1996, com 28 pontos, na quinta posição.
Ficha técnica
Bolívia 1
Carlos Lampe; Diego Medina (Yomar Rocha), Luis Haquín, Efraín Morales e Roberto Fernández; Robson Matheus, Gabriel Villamil e Vaca (Cuellar); Migueito, Moisés Paniagua e Enzo Monteiro (Algaranaz). Técnico: Óscar Villegas.
Brasil 0
Alisson, Vitinho (Marquinhos), Fabrício Bruno, Alexsandro e Caio Henrique; Andrey Santos (Jean Lucas), Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique (Estêvão), Samuel Lino (Raphinha) e Richarlison (João Pedro). Técnico: Carlo Ancelotti
Local: Municipal de El Alto (El Alto/BOL)
Árbitro: Cristian Garay (CHI). Assistentes: Miguel Rocha e Juan Serrano (ambos do CHI)
VAR: Rodrigo Carvajal (CHI)
Gols: Miguelito (aos 48 do 1ºT)
Cartões amarelos: Fabrício Bruno, Bruno Guimarães (B)


























