A pergunta aí vem do leitor M. J. F., do Nordeste de Amaralina, onde tranquilidade parece ter sumido do mapa.
Amigo, particularmente adotamos a posição de Dom José Rodrigues, bispo de Juazeiro (falecido em 2015), que aconselhava: Quando governos praticam ações que causam terremotos comunitários, cabe a pergunta: eles agiriam assim se a família deles estivesse na comunidade?
Nas pesquisas, 81% dos locais no Rio que foram palco da tal operação aprovaram. Mas a interpretação também sugere outro viés. A população, enfim, viu o poder público fazer algo pela segurança, já que o crime organizado só cresce e os governos nunca atinaram para a imensidão do problema com a seriedade que o caso requer.
Polarização – Convenhamos: conviver num ambiente em que criminosos se julgam no direito de decidir até quem vai morrer é dose. E, do Rio, o crime organizado se espalhou pelo País, passando a sensação de que só piora.
A esperança é que disso saiam boas lições, embora os sinais são evidentes de que a polarização política entrou no jogo. A direita acha que tudo se resolve na bala, Lula diz que tal operação é “uma matança”.
Será que disso vai resultar a solução, que os governos coloquem o interesse público acima de qualquer outro? É difícil.



























