Ganância pelo poder: O caminho político dos Coelho e a raptura com o socialismo

Do Blog Sertão Central.com

Durante muitos anos, a família Coelho foi reconhecida como uma das principais lideranças políticas do Sertão pernambucano, com forte influência e raízes históricas ligadas a projetos socialistas e ao campo da esquerda. No entanto, para muitos observadores da cena política estadual, esse protagonismo foi sendo substituído por uma atuação marcada pela ganância pelo poder, pela ausência de gratidão política e pelo rompimento com aliados históricos.

Críticos apontam que o grupo familiar dos Coelho demonstra, ao longo do tempo, pouca consideração e respeito por alianças políticas, adotando uma postura estritamente pragmática: quando interesses pessoais não são atendidos, a resposta tem sido a ruptura imediata e a mudança de lado.

O exemplo mais emblemático é o do patriarca da família, pai de Miguel Coelho. Ele se projetou politicamente dentro do PSB, partido historicamente ligado ao socialismo democrático, tornando-se um dos maiores nomes da política pernambucana e da esquerda socialista. No entanto, acabou rompendo com o partido, com o grupo político e com o campo socialista que lhe deram sustentação. Após esse rompimento, sua trajetória entrou em declínio, especialmente quando começaram a surgir desgastes e escândalos políticos que enfraqueceram sua imagem pública.

Esse comportamento, segundo análises políticas, teria sido reproduzido pelos filhos — Miguel Coelho, Antônio Coelho e Fernandinho Coelho. A avaliação de bastidores é de que, sempre que um grupo político não atende às exigências do clã, a reação é previsível: rompimento e oposição.

Um episódio recente que reforça essa leitura ocorreu na última eleição para o Governo de Pernambuco. Miguel Coelho declarou apoio a Raquel Lyra no segundo turno, numa clara movimentação estratégica. Contudo, após a vitória, diante da falta de espaço e de protagonismo no governo estadual, Miguel passou a adotar um discurso de oposição.

Na sequência, aproximou-se do prefeito do Recife, João Campos, buscando viabilizar um projeto pessoal de candidatura ao Senado. No entanto, segundo aliados próximos, ao perceber que João Campos não lhe ofereceu a confiança nem o espaço político desejado, Miguel passou a sinalizar um novo reposicionamento. Informações de bastidores indicam que ele já articula uma possível reaproximação com Raquel Lyra, novamente guiado pela conveniência política.

Para críticos e observadores atentos, o comportamento se repete: alianças não são construídas com base em compromisso ideológico com o socialismo ou com projetos coletivos, mas sim a partir de interesses individuais e familiares.

No fim, cresce entre parte do eleitorado a percepção de que a família Coelho, que já simbolizou liderança política ligada à esquerda socialista, hoje representa um grupo sem gratidão política, sem compromisso duradouro e movido essencialmente pela ambição de poder.

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