Bruno Reis quebra o silêncio e admite que sabia de irregularidades de empresas alvos do MP

Por Héber Araújo e Henrique Brinco
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) admitiu que a Prefeitura de Salvador já tinha conhecimento das irregularidades das empresas que foram alvo da operaçãod o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
“Primeiro agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a Prefeitura já havia em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindido contratos, aplicando multas. Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município”, declarou o gestor, em coletiva de imprensa na noite desta terça-feira (14), numa agenda de ACM Neto (União Brasil).
“Amanhã, estamos pedindo à Justiça que amplie os efeitos da sentença proferida determinando a o encerramento de todos os contratos, todos eles sejam cancelados e suspensos eventuais pagamentos futuros. Portanto, o Ministério Público prestou um serviço à cidade”, emendou o gestor.
Sem citar nomes, Bruno também comentou sobre o suposto envolvimento do ex-secretário Luciano Santes, que foi exonerado do cargo após a deflagração da operação na última segunda-feira.
“Em relação aos servidores envolvidos, quem tiver culpa, depois do devido contraditório e ampla defesa, eu digo isso vale para todos… Sejam servidores nossos, sejam servidores dos estados, sejam esses ou aqueles envolvidos nessa ou naquela operação, depois de poderem ter o direito de defesa, caso cometa alguma ilegalidade, que seja cumprida o que determina a lei”, finalizou.
O Gaeco apontou que licitações foram fraudadas e desviadas por um grupo criminoso que atua na Prefeitura de Salvador há pelo menos oito anos na administração municipal.



























