João Campos e Victor Marques aumentaram em 60% o orçamento destinado à promoção turística em 2026 ao mesmo tempo em que gestão usa os recursos para bancar marketing político com fins eleitorais
Do Blog Manoel Medeiros
Quatro decretos assinados por João Campos (PSB) e Victor Marques (PCdoB), de março a julho, turbinaram em R$ 9,3 milhões o orçamento disponível para a Secretaria de Turismo e Lazer do Recife (Setur-l) pagar serviços para “promoção turística da cidade”.
Na prática, os valores estão sendo desembolsados em campanhas publicitárias na TV, nas redes sociais e nas ruas (outbus, outdoor, painéis de LED) para promover politicamente a gestão do ex-prefeito às vésperas do período eleitoral. No comando da Secretaria está o sobrinho de Álvaro Porto, o ex-prefeito de Canhotinho Felipe Porto.

O primeiro decreto foi assinado em trinta de março, ainda por Campos, aumentando em R$ 3,5 milhões a disponibilidade para essa ação. Os outros três já ocorreram sob a gestão de Victor Marques, destacando-se o de número 39.724, de 6 de maio de 2026, que subtraiu R$ 2,2 milhões para pagamento de aposentadorias e acrescentou o mesmo valor para a promoção turística. Em 10 de junho, o decreto 39.817, também assinado por Marques, acrescentou em mais R$ 3,5 milhões a rubrica do turismo em detrimento de diminuição de outros orçamentos, como R$ 1,5 milhão do Fundo de Incentivo à Cultura.

O desvio de finalidade pode configurar abuso político e econômico e uso da máquina pública municipal em benefício de projeto eleitoral. As peças custeadas com esse orçamento chegam a divulgar ações como creches, hospital e pontilhões, em vez de focar em atrações turísticas em si, fato que configura claramente a deturpação do uso do instrumento público da promoção turística. Outro fato é que grande parte das ações de marketing está concentrada para o público do Recife e da Região Metropolitana, onde não há turistas a serem convidados a conhecer a capital pernambucana.
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Nunca a Setur-l gastou tanto com campanhas publicitárias como no primeiro semestre deste ano, já tendo utilizado toda a disponibilidade orçamentária do orçamento para os doze meses do ano, que era R$ 15,6 milhões. Com os quatro decretos de suplementação assinados por João Campos e Victor Marques, o orçamento passou a ser de R$ 24,9 milhões, dos quais R$ 20,4 milhões já foram utilizados. No mesmo período, no ano passado, a Setur-l gastou R$ 1,9 milhão com essa mesma ação.




























