Por Magno Martins
Em meio à maior festa popular de Pernambuco, o São João, a movimentação não acontece apenas nos arraiais. A política também entrou no ritmo das festividades e o que se percebe é uma intensa movimentação em todo o Estado. De um lado, João Campos (PSB), após voltar a aparecer à frente de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas, demonstra força, mobilização e vitalidade política.
Do outro, a governadora parece ter sentido uma ducha fria, especialmente após a declaração do presidente Lula em apoio ao seu principal adversário. Mas a eleição tem outro componente fundamental: o Senado. Neste ano, estarão em disputa duas vagas, o que torna essencial a formação de um time forte e competitivo.
Assim, a Frente Popular larga na frente. Depois de Lula deixar claro qual é o seu time em Pernambuco, João Campos fortalece seu campo político com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) na disputa ao Senado, com Carlos Costa (Republicanos), irmão do ex-ministro Sílvio Costa Filho, na vice.
Um grupo com capacidade de articulação política e mobilização popular. Do outro lado, a governadora esboçou alguma reação, mas sua chapa ainda transmite um cenário de desarranjo. Até o momento, a única definição parece ser a sua própria candidatura à reeleição. Primeiro, tentou uma aproximação com Lula e acabou recebendo uma sinalização negativa.
Depois, evita se vincular ao candidato do seu partido, o PSD, Ronaldo Caiado, enquanto também busca aproximação com Flávio Bolsonaro (PL). Na tentativa de ampliar seu campo político, convocou Túlio Gadelha, agora no PSD e tradicionalmente associado a setores progressistas, para fazer uma ponte com parte do eleitorado de esquerda.
No entanto, o que se viu foi o próprio Túlio buscando aproximação com a direita. Também permanece indefinida a escolha do segundo nome para o Senado, com pelo menos quatro postulantes sendo cogitados. Nos bastidores, já há quem considere que até mesmo o nome de Túlio possa acabar sendo retirado da disputa.
Por enquanto, o que existe, na verdade, é muito forró, muito São João e ainda vem o São Pedro. Até a eleição, ainda há muita sanfona para tocar sem que Raquel resolva o abacaxi da sua chapa, que não será nada fácil de descascar.


























