STJ decidirá se Priscila Krause será investigada por repasses a hospital do marido

Por Ricardo Antunes – A Polícia Federal (PF) solicitou autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar a vice-governadora de Pernambuco Priscila Krause (PSD). O caso remete aos repasses de recursos públicos para um hospital do qual o marido dela, o empresário Jorge Branco Neto, é sócio.

A Polícia Federal entende ser necessário o aprofundamento das investigações sobre o repasse de recursos federais à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que fica em Garanhuns, no Agreste pernambucano. A PF foi acionada por meio de uma denúncia feita por deputados estaduais filiados ao PSB, sigla que tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito do Recife, João Campos.

O pedido de investigação foi revelado pelo portal Vero Notícias. Segundo o veículo, nos períodos em que assumiu a função de governadora, em virtude de ausências ou licenças de Raquel Lyra (PSD), Priscila teria destinado R# 3 milhões para a unidade hospitalar. Em 2025, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro recebeu mais de R$ 25 milhões em recursos públicos. Além da PF, o caso é acompanhado pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que realiza uma auditoria para apurar suspeitas de superfaturamento nos repasses à instituição.

 

A Polícia Federal entende ser necessário o aprofundamento das investigações

O OUTRO LADO

Procurada, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro enviou nota ao Portal afirmando que atua dentro da legalidade, e que “presta serviços de alta complexidade à rede estadual de saúde há 55 anos, tendo atuado durante as gestões de 15 governadores diferentes”.

Ainda segundo a nota do hospital, todas as contratações foram realizadas “dentro da legalidade, sem interferência política”, visando “garantir atendimento à população pernambucana”. “Nos últimos anos, a instituição foi submetida a diferentes auditorias e procedimentos de fiscalização de praxe, incluindo análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e do Denasus, sem que fossem apontadas irregularidades graves ou prejuízo ao erário”, concluiu a nota.

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