A equipe utilizou dados de adultos de 18 a 64 anos com obesidade e diagnóstico de diabetes tipo 2 que iniciaram o tratamento com liraglutida (substância ativa do medicamento Saxenda), semaglutida (substância ativa do Ozempic) ou tirzepatida (substância ativa do Mounjaro), que fazem parte da classe de agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1).
“Nosso estudo fez duas perguntas que não foram bem respondidas até agora: Quantas pessoas com diabetes tipo 2 que tomam medicamentos GLP-1 realmente param de usá-los? E quantas voltam a usá-los?”, disse Sainikhil Sontha, mestre em ciências e pesquisador associado da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, em Boston.
E, com a análise, descobriram que cerca de 4 em cada 10 pacientes interromperam o uso de medicamentos GLP-1 no primeiro ano, e quase 6 em cada 10 ao final de dois anos. Como consequência, quase a metade daqueles que interromperam o tratamento o retomam no período de um ano (41,5%), e quase dois terços o fizeram dentro de dois anos (58%).
Também foi observado que as pessoas tinham 10% menos probabilidade de interromper o tratamento se o seu primeiro medicamento GLP-1 tivesse sido prescrito por um endocrinologista. Assim como pacientes negros, que apresentavam náuseas ou outros efeitos colaterais relacionados ao estômago (37%), tinham maior probabilidade de interromper o uso de medicamentos GLP-1 dentro de um ano.
Quanto às diferentes canetas, pessoas que tomavam a tirzepatida apresentaram uma probabilidade 41% menor de interromper o tratamento em comparação com aquelas que tomavam medicamentos mais antigos, como a liraglutida.
Já os que tomavam semaglutida, por sua vez, apresentaram uma probabilidade 28% menor de interromper o uso de medicamentos para obesidade em comparação com a liraglutida.
“Isso sugere que, para muitos pacientes, esses medicamentos não estão sendo abandonados permanentemente; o uso é mais intermitente do que a maioria das pessoas imaginava”, analisa Sontha.


























