Greve na Chesf

“A dificuldade é por conta da empresa, que até agora não quis negociar a PLR”, afirma Fernando Neves, diretor intersindical do Sindurb-PE. Segundo ele, não há razão para a Chesf não repassar os valores para seus funcionários. “Nós vimos os resultados operacionais da empresa. Mesmo com menos funcionários, a produtividade aumentou. Os trabalhadores merecem receber a PLR.”
De acordo com Neves, a paralisação é uma advertência. “Estamos cobrando um direito nosso, de pessoas que se desdobram para manter a empresa funcionando. Vamos aguardar uma resposta até quarta-feira.” Caso a Chesf não se pronuncie oficialmente, os trabalhadores vão se reunir em assembleia e, segundo Neves, podem optar pela paralisação por tempo indeterminado.
Em resposta, a assessoria de imprensa da Chesf afirmou que, mesmo com a paralisação, “não há qualquer prejuízo para a segurança no fornecimento de energia elétrica” e que está dialogando com os trabalhadores através da “participação em todos os fóruns nacionais de negociação”.
Quanto ao repasse da PLR, a empresa afirma que “é um direito assegurado quando a empresa dá lucro e distribui dividendos. A Chesf e sua holding Eletrobras registraram prejuízo em 2014.” A Eletrobras fechou 2014 com prejuízo de R$ 3 bilhões, embora a Chesf tenha registrado lucro em algumas regionais.


























