O inferno astral dos prefeitos de pequenos municípios

Está se tornando cada dia mais complicado qualquer prefeito de cidade de pequeno porte contornar os inúmeros problemas que aparecem todos os dias. Antes eles brigavam pelo o aumento do FPM em 2%. Hoje estão lutando e preocupados para não irem para a cadeia porque o Governo Federal – a petralhada – está metendo a mão em parte dos repasses e os mesmos estão retirando recursos de outras fontes para pagar folha, fornecedores e outras despesas de grande importância.

desespero

Na região norte da Bahia se conta nos dedos os prefeitos que querem a reeleição. Tem um que não quer nem ouvir falar, tem outro de tão revoltado com o rombo que encontrou na prefeitura decidiu apenas manter o que foi encontrado – recusando a aceitar liberação de creches e postos de saúde por parte do Governo Federal porque não tem como manter.

Se um um lado tem o Governo Federal sangrando os municípios, do outro tem o Tribunal de Contas, Ministério Público e a polícia para bloquear contas e bens de prefeitos caso ele não faça mágica para cumprir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Um dos exemplo é uma prefeitura ter a previsão de repasse no valor de R$ 318 mil para pagar despesas com folha e outras coisas. Pois o valor que foi depositado na conta da prefeitura foi de R$ 219 mil. O mais engraçado que a policia bate na porta querendo saber onde está o dinheiro. “Isto é vida de fila da puta”, desabafou um determinado prefeito desesperado quando apresentou o espelho de receita e despesas à reportagem do AP. No interior baiano dois prefeitos se afastaram recentemente dos cargos, deixando os vices, para fazer tratamento de saúde porque não suportaram as pressões. Em 2012, um prefeito do PT na Bahia se suicidou.

Quer dizer, a União mete a mão no dinheiro das prefeituras para cobrir rombo da maior quadrilha que já apareceu no Planalto e os prefeito são punidos correndo o risco de serem presos.

Infelizmente, isto é Brasil, onde todas as instituições estão carcomidas.

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