Região norte da Bahia não está imunde de tragédia ambiental

Mesmo o Ministério Público (MP) de Minas Gerais fechando acordo com a Mineradora Samarco para pagamento de caução socioambiental de R$ 1 bilhão por conta do rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração em Mariana (MG) a situação não está resolvida. Isso porque os danos estão atingindo outros estados.
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As barragens da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se romperam, formando uma onda de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e chegou a outras regiões de Minas Gerais e do Espírito Santo. A lama alcançou o Rio Doce, impedindo a captação de água e prejudicando o ecossistema da região.
Já na região norte da Bahia, há pouco anos, a ambientalista Maria dos Remédios denunciou supostos descasos praticados pela empresa Caraíba Metais quando teria lançado material poluente em um dos rios que passa próximo a mina durante o período chuvoso.
As denuncias da ambientalista não foram atentadas pelas autoridades. Na época, além dela, criadores de caprinos dos municípios de Uauá e Curaçá fizeram a mesma denuncia e nenhuma providencia foi tomada pelas autoridades. Mas quem pensa que os problemas acabaram, é só alguém fazer uma visitinha na região onde está sendo extraído minério. Estas são informações que chegam a todo momento à redação do AP de agricultores da região.

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