Eletricitários denunciam sucateamento do sistema em Petrolina

Ação Popular

Trabalhadores da Celpe se reuniram no Centro de Petrolina na manhã de ontem (23) para protestar contra o plano de reajuste salarial proposto pela Companhia Energética de Pernambuco. Segundo o líder do movimento, Roberto Palma, nem mesmo a reposição inflacionária foi incorporada à proposta. 

roberto palma

“Ainda não se trata de greve, apenas uma paralisação de advertência. Fizemos esse movimento para alertar a empresa de que os trabalhadores estão preparados para dizer não as propostas feitas pela empresa em mesa de negociação. Com a paralisação, estamos comunicando a empresa de que se não houver uma proposta que atenda aos anseios da categoria, nós paralisaremos as nossas atividades por tempo indeterminado”, alertou.

Sobre a proposta feita pela companhia, Palma destacou que não há reposição salarial real até o tradicional abono de final de ano foi reduzido. Diante disso, os trabalhadores aguardam que a companhia apresente melhores propostas na rodada de negociação, caso contrário a greve será deflagrada pelo sindicato da categoria.

Roberto frisou que caso o movimento paredista se confirme, haverá prejuízos para a população. “O que vai acontecer é que o trabalhador Celpe não estará a postos para corrigir qualquer coisa que venha acontecer no sistema. Então essa população pode sofrer as consequências por não ter uma mão de obra especializada para intervir no sistema, haja vista que todo serviço que é feito pela terceirizada, depois o Celpiano tem que ir corrigir”. 

Danos

Ele reformou ainda que mortes várias foram registradas por conta dos despreparo dos terceirizados. “A empresa no ano passado até o mês de junho demitiu 10% do efetivo. Era mão de obra qualificada que foi preparada ao longo de até 30 anos e trocou essa mão de obra por baixo salário. A terceirização empresa tem trazido muitos problemas para a população. Um deles, mais uma vez eu volto a frisar, são as mortes que tem acontecido de pessoas eletrocutadas no sistema porque simplesmente a empresa fez essa troca. Vem o terceirizado sem conhecimento nenhum vai intervir na rede a acaba morrendo. Nós estamos atentos a toda essa situação. Queremos resolver o problema do trabalhador, mas fazendo o sindicato com responsabilidade”.

Por fim, ele criticou a falta de investimentos da companhia no sistema local. “Todo mês vemos um acrescimento na conta de energia, mas esse dinheiro não é reinvestido na cidade. Petrolina é uma cidade que deveria ser vista com outros olhos pela empresa porque a imprensa sempre está noticiando e eu sei por estar lá dentro que estão ocorrendo apagões. Isso por que acontece? É porque não tem investimento e nem correção do sistema como deveria ser. A empresa deveria reinvestir aquilo que ela ganha, mas não. O bolso do acionista é um bolso sem fundo quanto mais dinheiro, mais dinheiro ele quer”, concluiu.

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